Breakfast at Tiffanys


Triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitimãoooooooooo
Julho 2, 2009, 7:54 pm
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Tributo
Julho 1, 2009, 3:46 pm
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São Paulo

Londres

São Francisco

Viena

Berlin

Toronto

Reparem a diversidade de pessoas: crianças, muçulmanos, engravatados, descolados, jovens, meia idade, brancos e negros.
É tão poético fazer as pessoas dançarem em tributo a sua morte…



Ainda chocada
Junho 26, 2009, 1:01 pm
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Então….nem eu sabia o quanto Michael Jacskon significava para a minha geração. É a velha história que a morte transforma ídolos em mitos.

Mas ao saber da notícia de sua morte, um filme passou rapidamente pela minha mente. E a trilha sonora da minha puberdade começou tocar sem parar no meu inconsciente. Ou melhor, ela tocava desde os bons tempos vividos nos anos 80. E percebi que os meus ícones começam ir embora.

Acho que só quem viveu aqueles anos deve ter a imensa noção do que significou Michael para a cultura pop. Ele foi o maior mega astro do pop.  Fenômeno que não se repetira em épocas de velocidade acelerada para a vida, onde tudo é efêmero e superficial.

Não vou julgar sua vida pessoal. Acho que ele foi mais uma  vítima da própria fama, que desestabilizou o frágil estado emocional a que sua infância problemática o levou. O  que era marketing, o que era verdade, nunca saberemos.

O que fica é uma trilha sonora poderosa, capaz de me levar de volta a um tempo bom. Que não volta mais. Mas que valeu ser vivido.

Rest in Peace, Michael.
Up – e obrigada por me fazer voltar a dançar sozinha pela casa…
Up 2 – este post traduz perfeitamente a essência de MJ. Vale a pena ler.



Chocada
Junho 26, 2009, 12:48 am
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michael-jackson-thiller



Grupo Bandeirantes contra o meio ambiente: matérias tendenciosas apoiam desmatamento
Junho 24, 2009, 5:29 pm
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A atitude de acabar com a obrigatoriedade do diploma de jornalistas com certeza tem raízes neste tipo de absurdo.

Claro, quanto menos preparado for o otário que vai levar as informações mais fácil para grupos reacionários e fascistas como o Bandeirantes atuarem como querem.

OmarTurciusDesmata2TVs e rádios da empresa da família Saad, que tem fazenda no Pontal do Paranapanema estão em campanha lavada e descarada pelos ruralistas, grandes responsáveis pelo desmatamento.

Em matérias totalmente tendenciosas, sem o mínimo critério jornalístico básico de ouvir os dois lados, as emissoras vem  agindo de forma tão vergonhosa, que podemos igualar às ações da mídia comprada na ditadura militar.

Sem a mínima ética e profissionalismo, jornalistas como Joelmir Beting ( que aceitou convite do Bradesco para participar de uma campanha publicitária e teve suas colunas no Estadão e na Rede Globo suspensas) Boris Casoy (que não tem diploma, diga-se de passagem) e Ricardo Boechat (que já se envolveu em um escândalo por antecipar notícias para um dos concorrentes da disputa de telecomunicações no país e foi demitido do jornal O Globo, entre outras polêmicas) se prezam ao papel de atacarem por meio de editoriais nojentos ministros do Meio Ambiente como Marina Silva e Carlos Minc.

Além de defender sem pudor o latifundio e o agronegócio, atacam movimentos sociais, transformam os  proprietários de terras em vítimas das leis ambientais e fazem apologia à criaçãod e animais silvestres com matérias que escondem informações da população.

O setor do agronegócio já conta com fortes bancadas na Câmara e no Senado tenta desesperadamente reverter pontos da legislação ambiental que ampliariam ainda mais o descaso e a devastação das matas braslieiras.

Boicotem esta nojeira!



Disneylandia
Junho 17, 2009, 7:52 pm
Arquivado em: Só vendo a banda passar

family-vacations-in-california-2Estava comentando com uma amiga como foi casar (não o cerimonial e tal – que no meu caso se resumiu a um breve assinar de papéis, sem bla mais bla. Muito menos tafetá), mas ao fato de juntar seus trapos com os trapos do seu príncipe e fazer suas próprias leis na terra onde são vocês dois que mandam.

Pois no caso meu e do marido, casar se tornou, com o tempo, uma alegre viagem à Disneylandia. Não que não tenha dificuldades e às vezes de vontade de correr pra casa da mãe (quando você tem fome e descobre que se quiser comer tem que ir pra cozinha e fazer ou quando chega a hora de pagar as continhas e aquela somatória desagradável mostra que não poderá comprar tantos livros quanto antes). Mas mesmo com estes detalhes mais perturbadores, nós dois conseguimos tranformar nossa vida em um parque de diversão quase constante.

Primeiro me desapeguei dos costumes maternos e aprendi a deixar a louça na pia sempre que quisesse. E comprei um escorredor de pratos para nunca mais ter que enxugar louça. Depois, aprendemos o doce caminho dos deliverys. Mesmo quando o dinheiro ta mais curto, a gente conseguiu inventar modos de driblar a cozinha – fazendo o marmitex durar dois dias, por exemplo.

O mais legal foi quando me libertei de vez e me deixei comer com o prato na mão na frente da TV. E em pleno quarto.

Não tem coisa mais legal no mundo do que isto. Comer feito louca na hora que quero e dar os ombros pras migalhas que cair no lençol. Ah – vou ter que lavá-lo mesmo. Um dia deixei a Coca-Cola cair do criado mudo. Não sei por que cargas, foi parar o líquido até no teto. E o melhor é que eu pude dar risada e não tive que limpar correndo para minha mãe não ver.

Diferente do terror que os madurões galinhas gostam de proclamar (esta é especialmente para um blogueiro que mete o pau no casamento só porque não conseguiu ser homem para se envolver com alguém),  casar pode ser sim a Disneylandia e te trazer um monte de diversão secreta a dois e te libertar de um monte de perda de tempo inútil (não to sendo redundante, é para reforçar o conceito mesmo), como passar lençol, toalha ou roupa de tecido sintético.

Mas nem tudo está tão perdido, senhoras defensoras da ordem doméstica. Hoje comemos na cozinha. É que instalamos Tv a cabo lá….



iNSANO!
Junho 12, 2009, 9:17 pm
Arquivado em: Sessão Descarrego

Alguém viu isto?

É totalmente insano que um bobalhão/idiota/covarde destes tenha a possibilidade de andar armado, não?

Pra mim, o babaca tem problema com a masculinidade…só pode!



Maratona da salvação
Junho 4, 2009, 9:53 pm
Arquivado em: Sem-categoria

smoke_top.top_storyPara me salvar de mim mesma passei oito horas seguidas assistindo Lost!
E não é que fucionou…

Deu para espantar meu monstro de fumaça particular um pouco…

Gosta de Lost? Passa lá no Defenda a Ilha, vai!



Losing my religion
Junho 1, 2009, 9:22 pm
Arquivado em: Sessão Descarrego, É sério

020198_12Eu tinha uns 4 anos quando a comadre da minha mãe disse que papai do céu tinha levado minha avó. Minha avó não tinha nem 50 anos e era a pessoa forte da família e a que me mimava. Isto é tudo o que eu me lembro.

Hoje penso se a vida não teria sido diferente se ela estivesse viva. Porque não foi só ela que papai do céu levou. Ele levou também um pedaço da minha mãe. Não que eu a culpe. Com vinte e poucos anos, grávida e vendo a mãe morrer ao poucos de câncer na cama de casa, não dá para voltar a ser a mesma pessoa.

Assim eu fui apresentada a deus, que logo em seguida passou em casa para levar o passarinho amarelinho. “Papai do céu levou o passarinho pra morar no céu”. Pra mim pouca diferença fazia porque eu não tinha a mínima noção de onde era o céu. Só tinha muita dó daquele pássaro embrulhado em um pedaço de pano esperando o tal papai do céu buscá-lo.

E falavam coisas boas sobre este tal pai. Mas pra mim ele era só alguém que vinha buscar as pessoas e os animais que eu gostava. Nunca tive simpatia por ele.

Mas então me empurraram para o catecismo que me fazia acordar cedo no domingo de manhã. E acordar cedo sempre foi uma coisa que detestei.

Eu chegava num salão escuro, em umas cadeiras duras e velhas e ouvia a mulher gorda falar um monte de absurdo.Nada daquilo fazia o mínimo sentido: todas as pessoas do mundo serem descendentes de duas? E todas terem que pagar por um pecado que não explicavam qual era parecia só idiotice. E eu me remoía e pensava: “não acredito que acordei cedo para ouvir isto. E que esta baboseira vai durar um ano!!”. Às vezes eu fugia e não entrava na igreja. E ficava na casa do meu avô, que pelo que lembro nunca me deu bronca por isto.

Aí meus pais mudaram de religião. Descobriram o espiritismo e me arrastaram para lá. Sei que acreditavam ser o certo. As pessoas acham que a religião salva tudo porque são criadas assim. E os dogmas são como bactérias comedoras de carne. Só que comem bom senso. E se livrar deles é a coisa mais complicada do mundo.

Nesta época eu já tinha tido uns ótimos professores de história que contaram que a igreja católica tinha vendido lugares no céu, que falava que os negros não tinham alma porque recebiam dinheiro dos fazendeiros que usavam os escravos e que tinha desrespeitado a cultura indígena. E que tinha se calado perante o nazismo.

Por isto, mais as referências negativas do catecismo, qualquer coisa parecia melhor do que ser católica.

Mas no espiritismo eles tinham um discurso que traduzindo sem eufemismos diz que o que acontece de ruim aqui é coisa da outra vida. E o sofrimento é bom porque nos faz melhores. “Hã?” Não acho que sofrer me faz ser melhor. Me faz ser mais amarga, vingativa, revoltada, isto sim.

Nesta salada toda continuei sem ter nenhuma ligação com deus, que parecia mais alguém muito sádico. Porque não tem como você sofrer por algo que fez, se você não lembra que fez…É como dar bronca no cão dois dias depois dele ter feito xixi dentro de casa. Ele não sabe porque ta tomando bronca…

E tinha mais uma coisa: meus pais se tornaram uma espécie de Angelina Jolie e Brad Pitt sem glamour. Tentavam salvar o mundo o tempo todo. Viviam enfiados no tal centro fazendo mil coisas para os outros e com recursos que mal tinham. Isto pode ser lindo na teoria. Mas não na prática. Porque eu via que muitas vezes esqueciam de resolver seus próprios problemas. Parecia que eram sugados cada vez mais para algo que eu nunca entendi para onde os levava.  Talvez eu quisesse aquela atenção.

E eu me afastei de tudo. E cresci cada vez mais cética.

Às vezes eu tentava, mas não dava. Então eu casei e fui morar do lado de um salão construído por uma igreja, que tem janelas pro meu lado e que me inferniza mais que o diabo com barulho. Foi um sufoco conseguir contato com o padre, que pelo jeito se acha muito melhor do que nós para ceder seu tempo. E vivemos na luta para garantir o direito de sossego.

E muitas pessoas nos julgam por isto. Quem eu esperava muito que comprasse minha briga porque me conhece e deveria ficar ao meu lado, preferia se calar e nos olhar com indiferença. Porque estávamos ousando desafiar a igreja por um direito nosso de cidadãos.

Já cansei de ver gente de centro, de igreja e de culto falar mal de outros, fazer piada de outra religião e tentar angariar seguidores para sua causa. E entre as pessoas mais apegadas em dinheiro que já conheci, uma é catolicíssima de marca maior – até faz sentido, já que o vaticano exemplifica como poucas instituições o acúmulo de bens.

Por tudo isto eu me mantenho o mais longe que posso de qualquer uma delas. E não consigo, por mais que tente, encontrar o tal deus e me dar bem com ele.

Na última vez que tentei, perdi alguém que amava muito. Era minha cachorrinha. E eu tentei entender o porque um ser sem maldade, sem karma ou seja lá o que você chame, precisou morrer sofrendo tanto, com tumores e hemorragias constantes, com dores, muitas dores. Então me falaram no espiritismo que o animal sofria para sua própria evolução. E mais uma vez eu xinguei deus porque levava de mim alguém antes da hora sofrendo muito – ainda mais com esta explicação besta.

E porque a melhor pessoa que eu conheço é uma das mais injustiçadas pela vida e quase não reclama de nada, me sinto no direito de me doer por ele, e por tanta coisa mais, prefiro desistir de acreditar. Porque é menos doloroso pensar que não existe nada a comandar nossa vida que saber que este ser permite que tudo o que estamos cansados de ver continue acontecendo.

E também porque pensar em deus só me fez sentir culpa e medo até hoje. Seja pela mão pesada da igreja e seu pecado original, seja pelos eufemismos hipnotizantes do espiritismo, que me tiraram a paz.  Sempre que acontece algo de ruim na minha vida, penso que é culpa minha porque eu não acredito nele ou porque eu preciso de uma lição, ou porque fui uma bruxa malvada na outra vida. E eu faria tudo para tirar esta bactéria do meu cérebro.

Dizem que minha visão é imatura e exagerada. Mas ninguém mais do que eu gostaria de se ter a prova de que está errada.

Só que sei, lá bem no fundo, que não há explicação razoável, prova concreta ou qualquer sinal verídico de que a justiça divina da qual tantos precisam desesperadamente acreditar para acordar um dia após o outro, de fato exista.



A Flor Mais Grande do Mundo
Maio 26, 2009, 9:24 pm
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2260416723_284423f938Linda animação de um conto do queridíssimo escritor português José Saramago, narrada pelo próprio.

Se há alguém neste mundo que eu faria questão absoluta de conhecer pessoalmente é este senhor que nasceu com a maestria de embaralhar as palavras para torná-las música aos nossos ouvidos. E entende da natureza humana como poucos, transformando nossas mazelas em fábulas que não me canso de apreciar.
Vida longa ao meu escritor preferido.

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