Breakfast at Tiffanys


A culpa é do porco…
abril 29, 2009, 8:45 pm
Filed under: É sério, Não como cadáver, Sessão Descarrego | Tags: , ,

Ser humano é bicho estranho. É só algo sair do seu controle. que rapidamente ele encontra alguém para culpar. Mesmo que indiretamente, ele liga o mal a outros. Quer se safar de sua cota de responsabilidade, se sentir vítima.

Já  ouvimos horrores do mal da vaca louca. Não é mera semântica, a denominação tende a relacionar a vaca com mal e com loucura. Cá para nós – e que me perdoem os carnívoros – mas acho que louca é a relação que o homem criou com a alimentação. Vive-se para comer. E não bastasse a gula, há a necessidade doentia de consumir outros seres.

Canibalismo pegaria mal. Então vamos comer outras espécies. Como se elas existissem só para nos satisfazer.

No blog antigo fiz vários post contando sobre o preconceito geral contra os vegetarianos que senti muitas vezes na pele. Degenerados, estranhos, como ousam tentar sobreviver sem cadáveres e reverter a ordem pré histórica da cadeia alimentar? Escuto piadas de todos, provocações veladas (mas ele adora carne, vem comer carninha, bebe… – nada a ver com o post,  isto extremamente pessoal e se algum dia alguém ler, vai entender claramente e se sentir ridícula), sou taxada de radical, sofro insistências irritantes para comer carne.  Só porque não quero viver as custas da vida de outros seres vivos.

E as denominações se multiplicam. Gripe do frango. Matem os frangos. Como se eles não fosse morrer mesmo…

porcos-donosO culpado da vez é o porco. Gripe suína. Será que foram os porcos que a criaram e a espalharam? Mas que bastardos animais impiedosos trazendo calamidade à humanidade…

O que se esquecem e poucos fazem questão de lembrar é que as mutações genéticas  que levaram os vírus à atingir os humanos deve ter ao menos alguma ligação com a criação industrial cruel dos animais para consumo.

Quantos hormônios os animais são expostos, quantos produtos químicos para aumentar a produtividade não são utilizados. E o ambiente. Li hoje um artigo que diz que só nos EUA há 65 milhões de porcos concentrados em 65 mil instalações. ? .  “infernos fecais de hoje, nos quais, entre o esterco e sob um calor sufocante, prontos para intercambiar agente patogénicos à velocidade do raio, se amontoam dezenas de milhões de animais com mais do que debilitados sistemas imunitários” – seguia o artigo.

O mal que se cria é o mal que se colhe. Não temos a vingança do porco, mas sim a consequência da ganância do ser humano.

Seria mais digno deixarem o porco em paz e assumirem – ao menos semanticamente – a culpa pelos males que causam a si próprios.

Friamente falando, a Terra está precisando de uma extinção para equilibrar o curso da vida, garantir a continuidade do planeta. E aqui, ca com meus botões – e só isso mesmo, sem maiores aprofundamentos científicos  – eu avalio que a espécie mais destrutiva e  que não faria falta alguma ao planeta, é a nossa.

E alguém ainda duvida que isto vai acontecer?



Doe vida
outubro 20, 2008, 9:12 pm
Filed under: É sério, Não como cadáver | Tags:

 

Não quero falar sobre o caso. É tudo muito triste, muito doentio. Desde a loucura do assassino até a cobertura da imprensa…

Mas tendo uma pessoa muito querida na fila de transplante, só posso parabenizar a atitude da família ao doar os órgãos da pobre garota morta pela insanidade de um miserável.

Em um momento de tanta dor, esta família optou por dar uma chance de vida a outras que não conhecem.

Como só quem perde alguém querido pode dimensionar a dor e o sofrimento deste momento, só quem tem um ente querido esperando uma chance de voltar a ter uma vida normal sabe a importância da doação de órgãos. Sabe como aquele gesto difícil no pior momento da vida de alguém vai renovar a vida de outros.

Pense nisto. Por mais cruel e indesejada que seja esta reflexão, não deixe para o pior momento. Doe órgãos – doe vida.

 



Meu coelhinho….

Coelhinho que não era da Páscoa

Um comentário da minha nova amiga virtual, a Luci, lembrou-me de meu coelhinho de infância…

Nem todas as histórias da infância são belas. E algumas referências desbotam como tempo.

Enfim….

Cresci no meio de bichos. A casa de minha avó materna tinha um quintal grande, com galinhas, cabras e coelhos. O mesmo quintal onde hoje meus cachorros correm e se divertem… onde minhas plantas crescem…

Em meio a bicharada, alguém um dia disse que eu tinha um coelhinho.  Branquinho, fofinho, gordinho. Como todos os coelhinhos.

Minha lembrança dele destoa. Acho que o subcosciente me protege. 

Anos se passaram, muitos mesmo. Em uma tarde qualquer, encontro no fundo do armário uma pele de coelho. Na verdade eu sabia que aquilo existia, mas não me dava conta do que significava.

Era a pele de meu coelhinho curtida e transformada em um adereço. Alguém achou que eu gostaria de ter aquela lembrança. Me livro indignada do resto mortal do coelhinho e penso…

Hoje, como todo amor que tenho por animais. Um amor tão grande que muitas vezes não cabe dentro de mim e extravaza de mil formas diferentes. No meu apego aos meus cães, na dor que sinto todas as vezes que um deles me deixa porque o ciclo da vida assim determina, na tentativa de tocar o coração de quem não compartilha da mesma afeição, na minha opção pelo vegetarianismo.  Hoje, a pele do coelhinho me soa como profunda insensibilidade.

É um julgamento até certo ponto injusto. A ideia não era me chocar – sei disto. A questão é que a percepção sobre animais mudou gradativamente de uma geração para outra. Pelo menos, em casa.

Meus avós foram acostumados a criar, matar e comer seus bichos. Meus pais não matam, mas comem bichos. Eu não como. Trato como amigos, com toda consideração e cuidado que um verdadeiro amigo merece.

Não sei ao certo sobre o fim do coelhinho. E nem perguntei. Tive medo da resposta. Mas tenho lá no fundo a convicção de que ele acabou no prato. E não ouso imaginar que foi no meu.

Por mais que entenda a diferença de criação, de valores e ética das épocas, não consigo deixar de me chocar com a permanência de certos costumes. E como isto cria mentes transtornadas.

Ensinam as crianças que o abate de um animal para consumo humano é normal, as levam para fazendinhas para conhecerem bezerrinhos bonitinhos que acabarão em seu prato. Pedem que apreciem para depois saborearem.

Cultura da crueldade que não tem fim. E meu coelhinho da Páscoa virou um tapete de telefone.

 

Como, no fundo, tudo é uma coisa só, acho que nada melhor para encerrar o post do que este vídeo lindo, magnifíco e inspirador que me faz chorar. (A dica veio do Rafa



Strogonoff vegetariano
setembro 3, 2008, 4:53 pm
Filed under: Gastronomia vegetariana, Não como cadáver | Tags: ,

Estou devendo para a Mi minha receita de strogonoff de soja.

(Calma, não torça o nariz, nem simule ânsia antes de provar)

Delícia de prato sem morte....

 

Não sou adepta de receitas com quantidades certinhas. Sou mestra na arte de improvisar. Então, não sei informar as doses exatas de cada ingrediente. Mas garanto que fica bom!!!!!

 

 

  • Compre a Proteína de Soja Texturizada em pedaços (foto).  É facil de achar – em qualquer mercado você encontra

    PST

  • Ela precisa ser hidratada, então aqueça água e deixe os pedaços de molho na água quente por cerca de 15 minutos. Os pedaços devem inchar, praticamente dobrando de tamanho.
  • Escorra e corte os pedaços já hidratados na medida em que usaria a carne (eca!!).
  • Soja não tem gosto, o segredo é o tempero. Primeiro esprema limão e deixe a PST de molho no suco por mais 15 minutos. Ele deve retirar o cheiro característico.
  • Escorra novamente e capriche no tempero – aí vale sua preferência. Eu costumo temperar com pimenta do reino, sal e o que tiver mais em casa.
  • Começe a preparação do molho conforme esta acostumada. Refogue cebola, alho e insira a PST, deixando cozinhar por um tempinho.
  • Acrescente molho de tomate.
  • Nesta etapa costumo incrementar com uma pimenta dedo de moça bem cortadinha e catchup.
  • Deixe cozinhar por cerca de 15 minutos ou mais para a PST absorver o sabor do molho. Para deixar a PST saborosa, o tempo de contato com os condimentos é fundamental.
  • Acrescente o champinhon.
  • Desligue o fogo e junte o creme de leite. 
Sirva com arroz, batata palha e uma saladinha. Eu adoro com agrião!

Obs – Faça uma boa quantidade e congele. Tenho certeza que vai querer repetir o prato em breve…

Bon appetit



A carne é fraca
julho 29, 2008, 8:47 pm
Filed under: É sério, Não como cadáver | Tags:
Relato do meu início como vegetariana…(atualizado) e quebra de alguns paradgmas publicado pela revista Época. (esta matéria incentivou uma amiga a se unir a mim, hehehe) 

A carne é fraca

Olha o churrasco...

Não lembro mais o gosto de um bife bem ou mal passado. E esta lembrança não faz a mínima falta nem para meus sentidos, muito menos para meu corpo.
Sem querer ser chata, não posso deixar de contar minha experiência e tentar quebrar alguns mitos. Afirmo categoricamente que a carne não é fundamental para a boa saúde. Aliás, pelo contrário, garanto que deixar de consumir o que um dia foi um ser vivo pode ser até muito benéfico.

Já acostumei ser motivo de piada, espanto, admiração. De brincadeiras típicas em renuiões de família ou amigos a questionamentos que implicitamente revelam ser considerada uma aberração da natureza, ouço de tudo:
Fiz uma picanha especialmente para você!
Você não tem dó dos pobres brócolis?
Como pode alguem não comer carne!!!!!????!!!!
Minha decisão foi tomada há cerca de oito anos, impulsionada pelo remorso de comer o que algum dia teve vida. Uma vida própria, nasceu, acordou, dormiu, comeu, bebeu, teve medo, frio, calor e principalmente dor, a dor necessária para chegar um dia ao meu prato.
Parei aos poucos. Por partes
Consumo proteína de soja regularmente e derrubando um dos mitos citados, garanto que se ela for bem utilizada pode ser muito gostosa. Não, não tem gosto de papelão. Basta um pouco de pesquisa e criatividade e inúmeras receitas podem ser descobertas. Leites e ovos engrossam a lista de proteínas. E verduras, legumes e frutas dão conta do recado tranquilamente.
Portanto ai se vai outro tabu, deixar de comer carne não o tornará um doente. Não tenho anemia, não tenho fraqueza, não preciso de suplementos alimentares, não fico com fome, não fico doente.
Além do benefício moral – me sinto extremamente feliz comigo mesma por tomar e manter esta atitude – só posso relatar vantagens em minha decisão. Sofri anos com uma gastrite, que “magicamente” desapareceu nos últimos anos. É impressionante como a digestão é fácil, rápida. Sinto-me leve, de corpo e alma.
Hoje tenho convicção absoluta de que o mito mais difícil de ser quebrado é o social. Algumas vezes me senti um incômodo para quem me recebe em casa. Apesar de tentar ser discreta e timidamente fazer o prato longe dos olhares, quase escondida, meu arroz e salada sempre são notados.

Churrascos. Esta instituição nacional, sinônimo de congraçamento e diversão para uns ou bebedeira e pagode para outros é talvez a pior situação para um vegetariano. Após um tempo sem ingerir carne, o cheiro começa a se tornar enjoativo, incômodo, como se seu corpo emitisse um alerta de que está perfeitamente bem sem ela e que ingeri-la agora seria um tremendo erro.
Então, além da fome, pois geralmente os acompanhamentos são mínimos e com pouquíssimo valor nutritivo, a permanência no “evento” é complicada. Sem contar a sensação de ter sido lesada, pois quando a reunião é rateada, paga-se tanto quanto um carnívoro para comer algumas folhas de agrião, uma colher de maionese e uma farofa seca. Tente recusar o convite e será tachado de chato; vá e escute um milhão de piadas batidas. 

Já aprendi que antes de qualquer evento social, aniversário, casamento, festa da empresa, chá de cozinha, ou seja o que for onde se prometa comes e bebes, devo fazer uma refeição em casa ou carregar um saco de batata frita na bolsa. Sempre me salva de passar fome.
Estou superando os preconceitos, me surpreendendo com os resultados e cada dia tenho mais certeza de que estou no caminho que escolhi, percorrendo o da melhor forma que posso e acredito que o futuro da humanidade seria melhor se todos trilhassem a mesma jornada. Costumo dizer, quando muito questionada: Vocês não fazem idéia da sensação maravilhosa que é olhar para um pequeno bezerro ou uma inocente ave e ter a certeza de que ele nunca será morto por minha causa. De que não sou conivente com sua dor, seu sofrimento. E estou em ótima companhia.

“Há muito na verdade do dito de que o homem é aquilo que come. Quanto mais grosseiro o alimento, tanto mais grosseiro o corpo” – Gandhi.
“Em meu pensamento, a vida de um animal não é menos importante do que a vida de um ser humano” – Gandhi.
“A compaixão para com os animais é uma das mais nobres virtudes humanas” – Charles Darwin.
“Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência na Terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem da vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de tal maneira que melhorará muito o destino da humanidade” – Albert Einstein.

Trechos de matéria da Época

A segunda justificativa normalmente empregada para o vegetarianismo se baseia em argumentos éticos e ambientais. “Escravizar e matar animais é uma variante do racismo. É submeter o mais fraco somente porque pertence a outra espécie”, diz o filósofo Peter Singer, da Universidade Princeton, expoente da defesa dos direitos dos animais (leia entrevista à página 93). “Não podemos reclamar que o mundo é horrível se o horror começa em nosso prato”, diz a presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira, Marly Winckler.
O gado criado no Brasil freqüentemente é manejado com brutalidade. O abate, em tese, deveria ser feito com um golpe de martelo hidráulico na cabeça, seguido de um corte na garganta, para que o sangue jorrasse para fora do corpo. Mas, como a fiscalização é precária, em muitos abatedouros clandestinos as reses são mesmo abatidas a pauladas. As galinhas de granja não têm destino melhor. São criadas em ambiente permanentemente iluminado para que não parem de comer e sigam botando ovos – até seis por dia, em lugar do único ovo que produziriam em condições naturais. Os pintinhos machos, que não servem para botar, são jogados vivos numa espécie de moedor gigante. A indignação contra esse tipo de tratamento, denunciada em filmes, como o documentário A Carne É Fraca, chega até mesmo aos não-vegetarianos.
Mas as conseqüências ambientais do consumo de carne vão muito além da matança de animais de corte. A criação de gado, somente na Amazônia, nos anos 90, foi responsável pela devastação de uma área duas vezes maior que Portugal. Pode parecer piada, mas os gases emitidos pela digestão das vacas respondem por 70% das emissões brasileiras de gás metano – substância causadora do efeito estufa. Por causa desse efeito, na Austrália cobra-se imposto ambiental sobre cada cabeça de gado. O demógrafo Joel Cohen afirma que, se toda a população da Terra quisesse adotar um padrão de consumo igual ao dos americanos, com a ingestão de 120 quilos de carne por ano, precisaríamos de outros quatro planetas.

O certo e o duvidoso nas afirmações mais comuns sobre vegetarianismo

Vegetarianos vivem mais
Não necessariamente. Os estudos mais amplos sugerem que os vegetarianos vivem tanto quanto os não-vegetarianos que cuidam da dieta e têm renda equivalente
Vegetarianos têm menos câncer
Em termos. Não se encontrou relação conclusiva entre dieta e a maioria dos tipos de câncer. Consumir muita carne, porém, pode aumentar o risco de tumores de intestino
Vegetarianos são mais saudáveis
Sim. Em média, eles são mais magros e têm menos colesterol. Por isso, costumam também ter menos problemas de pressão sanguínea que a média da população
Ser vegetariano emagrece
Sim, de modo geral. Os que consomem queijo e ovo, porém, correm risco semelhante ao dos carnívoros. E vegetarianos radicais têm de tomar cuidado com as batatas fritas
Vegetarianos são anêmicos
Não. A quantidade de proteína necessária é relativamente pequena. Entre os que comem ovos e leite, especialmente, o risco é extremamente baixo
Vegetarianos têm deficiência de proteínas
Não, se cuidarem da alimentação corretamente. O risco é maior entre adolescentes – por displicência ou desinformação – e mulheres grávidas
O vegetarianismo favorece o meio ambiente
Sim. A criação de gado provoca derrubada de florestas e agrava o efeito estufa. O consumo de água e grãos pelos rebanhos dos países ricos é imenso
Somos naturalmente vegetarianos
Não. O homem é mais próximo dos macacos onívoros, como o chimpanzé, que dos vegetarianos, como o gorila. Seu sistema digestivo é preparado para comer de tudo.

A dieta vegetariana pode trazer algum risco à saúde?
Quando bem planejada, a dieta vegetariana é viável em qualquer fase da vida. Já dietas onívoras estão mais sujeitas às doenças do excesso alimentar. Já a dieta vegana exige um cuidado maior com relação ao cálcio e vitamina B12. A partir do terceiro ano de veganismo, é necessário uma suplementação de vitamina B12, pois não existe a ingestão da vitamina.

Mulheres vegetarianas têm uma gestação normal?
Os estudos que acompanharam mulheres vegetarianas com uma dieta variada e equilibrada demonstram que o desenvolvimento do feto é normal e totalmente adequado. É importante, por prevenção, a suplementação a vitamina B12 e Ômega 3, já que auxiliam na formação do sistema nervoso do feto.

Crianças precisam de carne para se desenvolver normalmente?
Não há nenhum componente presente na carne que não seja encontrado nos outros alimentos utilizados pelos vegetarianos, portanto, não. Os estudos que encontraram crescimento inadequado foram realizados com crianças submetidas a dietas extremamente restritas, como nas macrobióticas. A dieta vegetariana (inclusive sem ovos, queijo e leite), bem planejada, promove crescimento e desenvolvimento normais.
Mito culinário do vegetarianismo


É interessante esclarecer que a dieta vegetariana, apesar de limitar a ingestão de determinados alimentos e parecer restritiva, faz com que as pessoas consumam uma variedade maior de alimentos. Em uma dieta onívora, o prato principal é sempre um tipo de carne, seja ela assada, grelhada ou cozinha. Quando uma pessoa se torna vegetariana, o acompanhamento de uma dieta onívora vira o prato principal, como uma lasanha de carne de soja, um ensopado de glúten ou um prato com grão-de-bico. A partir do contato com diversas cozinhas, como a indiana e a mediterrânea, pode-se dizer que a vegetariana é mais saborosa, mais variada e o mais importante: é mais saudável e ética.