Breakfast at Tiffanys


E o rock morreu..
outubro 8, 2008, 8:32 pm
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Não. Claro que não. Continua vivo na lembrança de titias como eu…Mas o bom rock, o contestador, tocado e representado por cabeludos bad boys que deixam os pais de adolescentes de cabelo em pé, este não ressurgiu das cinzas como deveria acontecer ao menos uma vez em cada década.

E eu fico preocupada quando vejo a molecada sem um meio tradicional de gastar a energia excessiva da idade. Falemos a verdade, nada como uma boa banda de rock para criar adultos mentalmente saudáveis….Ao menos, fiquei sabendo que Sandy e Júnior se separaram de vez e que a fantoche de barbie virou senhora casada. Tomara que deixe a carreira de lado. Será um enorme bem à humanidade!

Me perdoem os apreciadores do gênero, mas eu realmente tenho problemas com sertanejos e suas crias. (Não com caipiras, estou falando da safra estragada surgida de Chitãozinhos e Camargos).

Musicalmente Já fui bem mais chata e radical. Confesso que tive uma fase lamentável na volta de Porto Seguro..Mas continuo achando Ivete Sangalo uma ofensa aos meus ouvidos. E provavelmente com esta afirmação estou comprando briga com meio mundo…fazer o que…

Sinto falta de ver a molecada idolatrando uma mega banda. Algo gigante e meteórico, que os faça ir à porta do hotel, acampar na Frente do Anhembi, vestir orgulhosamente a camiseta, que marque época. E não vale falar de Rebeldes ou qualquer boys band. Bandas com coreografia serão rapidamente esquecidas, além de não merecerem atenção da adrenalina juvenil. Não. Tem que ser algo realmente contra os padrões e de certa forma espontâneo.

Falo por experiência. Não há nada tão legal nestes anos de descoberta do mundo, quanto idolatrar uma banda e querer ser seu ídolo ou se apaixonar por ele perdidamente.

E eu fui loucamente, ensandecidamente fissurada por Axl Rose, o líder problemático do Guns N’ Roses. A última grande banda de que tive notícia.

Tudo começou com o pop. De A-Ha, passei rapidamente por Bon Jovi e conheci a verdadeira paixão na transição dos anos 80 para 90, com o Guns. Ao ouvir pela primeira vez Appetite for Destruction, o disco de estréia da banda, eu estava definitivamente inserida no saudável mundo do rock and roll. Portas de hotéis, shows, galerias do rock, camisetas, bolachões e fitas cassetes eram parte do meu mundo. Na era pré internet não era muito fácil ter notícias, ver os clipes, encontrar outros fãs. Mas isto era parte do show e tornava esta árdua tarefa de ser fã ainda mais legal.

Axl era tudo o que os pais consideravam errado. Era a encarnação do rock. E era lindo, divino com seus olhos azuis expressivos e seus cabelos escorridos envolvidos por uma bandana . Serpenteva pelo palco assobiando Patiente e jogava o aparelho de telefone da janela do hotel quando pediam seu número. Parava shows no meio e batia em fotógrafos. Saía com as mais belas modelos, fumava cigarro barato e sorria com indiferença despertando as mais impublicáveis fantasias.

E a lógica disto tudo está no fato de que ele era a tranferência e descarrego de boa parte da carga destrutiva, indolente e problemática da molecada. Eu vivi aquela vida doida na trajetória do Guns enquanto era uma jovem até certa forma comportada e careta. Ouvi os discos até riscar, fiquei de plantão na frente da TV para o lançamento do Use you Ilusion. Fui uma das milhões de jovens que viveram um tórrido romance imaginário com o roqueiro do mau.

E não me interessa o fim que teve, se Axl está gordo e caretíssimo, o que importa é a formação original perfeita e incomparável com Axl, Izzy, Slash, Steve e Duffy e aqueles anos inesquecíveis onde o Hard Rock enlouqueceu meus vizinhos e me fez ser uma rebelde sem causa sem causar problemas.

Ainda curti muito Van Halen, Iron Maiden e um pouco de grunge. Mas nada se compara a avalanche que foi ser fã de carteirinha do Guns.

E me digam se Sweet Child O’ Mine não é a melhor música de todos os tempos, com o riff de guitarra mais legal do mundo?

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Inspirações
setembro 23, 2008, 9:00 pm
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Enquanto o tempo de escrever está escasso, deixo aqui um dos momentos que faz o cinema ser eterno.

O filme é Breakfast at Tiffanys – não por acaso, o inspirador do nome deste blog.

A canção é Moon River – vencedora do Oscar e um dos mais inspirados momentos de Henry Mancini.

E a intéprete é Audrey Hepburn, a mais elegante e clássica atriz de todos os tempos. Uma inspiração à feminilidade que todas temos.

Nada mais a comentar. Palavras se tornam desnecessárias



Meu coelhinho….

Coelhinho que não era da Páscoa

Um comentário da minha nova amiga virtual, a Luci, lembrou-me de meu coelhinho de infância…

Nem todas as histórias da infância são belas. E algumas referências desbotam como tempo.

Enfim….

Cresci no meio de bichos. A casa de minha avó materna tinha um quintal grande, com galinhas, cabras e coelhos. O mesmo quintal onde hoje meus cachorros correm e se divertem… onde minhas plantas crescem…

Em meio a bicharada, alguém um dia disse que eu tinha um coelhinho.  Branquinho, fofinho, gordinho. Como todos os coelhinhos.

Minha lembrança dele destoa. Acho que o subcosciente me protege. 

Anos se passaram, muitos mesmo. Em uma tarde qualquer, encontro no fundo do armário uma pele de coelho. Na verdade eu sabia que aquilo existia, mas não me dava conta do que significava.

Era a pele de meu coelhinho curtida e transformada em um adereço. Alguém achou que eu gostaria de ter aquela lembrança. Me livro indignada do resto mortal do coelhinho e penso…

Hoje, como todo amor que tenho por animais. Um amor tão grande que muitas vezes não cabe dentro de mim e extravaza de mil formas diferentes. No meu apego aos meus cães, na dor que sinto todas as vezes que um deles me deixa porque o ciclo da vida assim determina, na tentativa de tocar o coração de quem não compartilha da mesma afeição, na minha opção pelo vegetarianismo.  Hoje, a pele do coelhinho me soa como profunda insensibilidade.

É um julgamento até certo ponto injusto. A ideia não era me chocar – sei disto. A questão é que a percepção sobre animais mudou gradativamente de uma geração para outra. Pelo menos, em casa.

Meus avós foram acostumados a criar, matar e comer seus bichos. Meus pais não matam, mas comem bichos. Eu não como. Trato como amigos, com toda consideração e cuidado que um verdadeiro amigo merece.

Não sei ao certo sobre o fim do coelhinho. E nem perguntei. Tive medo da resposta. Mas tenho lá no fundo a convicção de que ele acabou no prato. E não ouso imaginar que foi no meu.

Por mais que entenda a diferença de criação, de valores e ética das épocas, não consigo deixar de me chocar com a permanência de certos costumes. E como isto cria mentes transtornadas.

Ensinam as crianças que o abate de um animal para consumo humano é normal, as levam para fazendinhas para conhecerem bezerrinhos bonitinhos que acabarão em seu prato. Pedem que apreciem para depois saborearem.

Cultura da crueldade que não tem fim. E meu coelhinho da Páscoa virou um tapete de telefone.

 

Como, no fundo, tudo é uma coisa só, acho que nada melhor para encerrar o post do que este vídeo lindo, magnifíco e inspirador que me faz chorar. (A dica veio do Rafa



Cinema e TV
agosto 5, 2008, 10:06 pm
Filed under: Em algum lugar do passado, Nas telas

Aqui, alguns comentários antigos (ou não) sobre a sétima arte e seriados. E algumas idéias para os roteiristas…

PS. I Love You

Alguns filmes te tocam profundamente. Você entra na história e se coloca no lugar do personagem, imaginando como reagiria se aquilo acontecesse com você. 

Quando isto ocorre, cinema deixa de ser apenas entretenimento para se transformar em uma espécie de terapia, para fazer parte das experiências que formam sua visão de mundo. E até, influenciar, de certa forma, seus atos.  

E foi um pouco isto que senti ao assistir P.S. Eu te amo.

Gerry (Gerard Butler) e Holly (Hillary Swank) formam um casal apaixonado e com problemas comuns – aqueles obstáculos que todos os casais vivem, mas que os medíocres utilizam como desculpa para fugirem do comprometimento.

Como nem sempe a vida é justa, Gerry adoece. Sabendo da inevitabilidade de sua morte, deixa uma série de cartas póstumas para Holly, assinando sempre P.S. I love you.

Poderia ser um mero drama. Mas o equilíbrio suave com toques cômicos torna o filme um experiência agradável e convida a refletir sobre perda e amor. 

Será possível superar a morte tão prematura de um amor tão fundamental em sua vida? Pode-se encontrar felicidade novamente?

Não existem respostas fáceis. E a única certeza é a de que não devemos desperdiçar precisosos momentos de vida com nada…nem pequenas, nem grandes coisas valem a pena.

Se a vida é frágil, faça valer a pena. Se você acha que nem tudo é como imaginou, valorize  o encanto que só aquele cara especial tem e o quanto ele te faz feliz

A interpretação de Hillary é tocante e verdadeira. E o carisma de Gerard me surpreendeu. O sex appeal é indiscutível.  E fica difícil imaginar como Holly poderá superar a perda e, um dia, se apaixonar novamente, com uma referência tão marcante como tem no marido.  

Li algumas críticas negativas (como tem crítico porre e insensivel neste mundo!!). Mas nenhuma delas foi capaz de desfazer o encanto que o filme despertou.

Porque, principalmente, a história envolve algo mais do que teorias e padrões estabelecidos pelos “experts” frios e cheios de prepotência que costumam analisar cinema sob a ótica de um sensor de metais.

Se colocar no lugar da jovem viúva é algo assustador, inquietante, incômodo e profundamente sensibilizador. É instigar uma reflexão sobre o que seria de sua vida sem aquele que é parte tão produndamente importante de você. É se questionar se faço valer a sorte que tive, se mereço cada segundo de felicidade que posso viver hoje.

Algumas frases e cenas marcam e devem entrar para meu rol de referências. Ver Holly (coincidência especialmente tocante com o pseudônimo desta blogueira) ligar ininterruptamente para a caixa postal do celular do marido já falecido só para ouvir sua voz foi um destes momento inquietantes, pois é o tipo de coisa que tenho certeza que eu faria também.

Em outro instante, em uma das cartas, Gerry diz: “Você foi minha vida, mas serei apenas um capítulo na sua” e a faz se confrontar com a realidade de sua nova existência. E pergunto: tem coisa mais triste e linda do que esta?

P.S Eu te amo foi uma experiência. Daquelas que me fez cair em lágrimas e abraçar o Marido muitas e muitas vezes, agradecendo ao universo por ele estar ao meu lado. E me motivou a tentar aprender um pouco mais a viver. Como a vida deve ser. Feliz.


 

Quanto mais trash, melhor!

Não posso evitar: adoro um filme trash e não me envergonho disto!

É do divertido Cinema Cafri, a melhor definição do peculiar gênero:
Trash- Filmes sem nenhum comprometimento com a realidade ou com a moral, muitas vezes de gosto duvidoso. Alguns se caracterizam por total falta que qualidade técnica, que pode ser intencional ou não, mas esta não é uma regra. Não confunda Trash com lixo, um filme Trash não é necessariamente ruim, apenas exige um estado de espírito que o permita enxergar a obra com olhos irônicos e sarcásticos o suficiente para saber apreciar um bom Trash. Poucas pessoas conseguem identificar o valor do Trash.
Se o filme tem Zumbis ele é trash, isso é quase uma regra, uma tara dos diretores, o morto-vivo é a representação máxima do trash.

Acrescentaria aos zumbis, insetos gigantes, invertebrados assassinos, legumes tomados pelo demônio e todo naipe de situações absurdas. Junte-se um roteiro descabido, atores em início ou fim de carreira e um orçamento desfalcadíssimo, o resultado só pode ser aberrações cinematográficas.

Entenda: o trash não é feito para desafiar sua inteligência. É uma mera quebra de paradigmas sem intenções intelectuais. Um medidor de sendo de humor.
Atualmente, há pouco espaço para o trash. Talvez a onda do politicamente correto tenha ajudado o gênero a perder o espaço. Ou, quem sabe, tenha sido a perda da capacidade de rir de si mesmo. A verdade é que os trashs de hoje são trash por acaso, não por intenção.
Exemplo é a tosqueira Serpentes à Bordo. Aquilo é trash puro. Com alto orçamento.

Desde Samuel L. Jackson, repetindo o tempo todo motherfuckerplaine, ao roteiro – para matar uma testemunha, traficantes enchem uma avião de cobras de todos os tipos!!!!!, é impossível levar a sério a narrativa, que acaba de se tornar o novo clássico do gênero! Divirta-se se quiser…

Outro que segue a linha trash por acaso é o remake A Névoa (The Fog) – Neblina engole misteriosamente um navio e os fantasmas dos tripulantes saem de suas sepulturas em busca de vingança – o que esperar de uma sinopse desta? Estrelado pela Shannon de Lost – Maggie Grace – e Tom Welling, o Clark Kent de SmallVille, tem atuações caricatas, zumbis, toneladas de mortes….

E parece que ex estrelas de séries correm maior risco de virarem referência em trash. Em A Praga, quem dá as caras é o chato ex-protagonista da muito muito muito chata Dawson´s Creek (não sei o nome dele e não me disponho a procurar no google, não vale a pena)
Veja que pérola: Todas as crianças do mundo entram em coma e acordam 10 anos depois – zumbis, claro – para realizar uma única missão: a completa aniquilação da raça humana adulta. Não espere respostas, não há nenhuma…
Mudando de série – para uma que já foi bem melhorzinha: ER. É dela o mocinho de um dos meus trash preferidos: O Retorno dos Tomates Assassinos (1988), continuação do não menos insano O Ataque dos Tomates Assassinos. O filme conta com hoje oscarizado e charmoso, mas sempre bem humorado George Clooney.em início total de carreira.

Excelente anti-depressivo O Retorno dos Tomates Assassinos é um dos ápices do absurdo cinematográfico, uma ode à criatividade. E nem preciso explicar porque legiões de tomates rolando pelas ruas e matando todo mundo é hilário, não?
Li recentemente que querem fazer um remake do clássico. E apelo: Não mexam no que já é perfeito!

E claro, não pode faltar o Monstro do Armário (1986), hit do Cinema em Casa, do SBT. Uma criatura bizarra – a melhor representação de mostro que já vi – atacava sem piedade, levando suas vítimas para um armário. Não lembro exatamente o porque, mas a criatura foi vencida por umA sessão do SBT era, aliás, um prato cheio para quem gosta do gênero. Reprisava quase mensalmente A Bolha Assassina, O Ataque dos Vermes Malditos e Alligator.
O gênero nos deu muitas pérolas – cada produção é um clássico com potencial à imortalidade: Ataque dos Morcegos, O Império das Formigas Gigantes, Abelhas Assassinas, Ratos a Noite do Terror, Malditas Aranhas, Madrugada dos Mortos e o supra sumo – aquele que deu origem à série: A Noite dos Mortos Vivos.
Quem nunca assistiu – e riu – com um destes, que atire a primeira pedra…  tiozinho estranho tocando um instrumento musical qualquer.

Encantadora

A bonitinha  é a atriz juvenil Abigail Breslin. Estrela do ótimo Pequena Miss Sunshine, que lhe rendeu indicação ao Oscar de atriz coadjuvante em 2007 com grandes méritos.  Abigail interpreta com desenvoltura e garante total credibilidade à personagem Olive, uma garota que sonha ser miss com toda ingenuidade graciosa que uma criança deve ter. O filme é delicioso, tem roteiro inteligente, elenco de primeira ( Greg Kinnear, Toni Collette, Steve Carell) e senso de humor perspicaz.

Com 11 anos, a nova yorquina Abigail  já tem um currículo de respeito. Entre episódios de Grey`s Anatony, Ghost Whisper e NCIS, a atriz atuou em Sinais, Um presente para Helen, Sem Reservas e outros filmes menos divulgados.

A pequena tem uma graciosidade infantil perdida no cinema e na vida real. Interpreta criança como criança, passando longe da caricatura que se vê na maioria dos casos. Abigail não tenta ser o que não é, não tem a pretensão de se passar por uma versão miniatura precoce de uma mulher. Ela é simplesmente uma criança, encantadora e muito talentosa.

No simpático Sem Reservas, estrelado também por Catherine Zeta-Jones e Aaron Eckhart, a gracinha rouba a cena. Interpretando a orfã Zoe, sobrinha da chef de cozinha Kate, Abigail é o foco de atenção em todas as cenas que aparece, o diferencial desta comédia dramática romântica – refilmagem do filme alemão Simplesmente Marta, de 2001.   

Só resta esperar que a bonitinha não se perca pelos caminhos tortuosos e etílicos da desvairada Hollywood….e passe longe do destino cruel das precoces Britney Spears e Lindsay Lohan – atuais musas das clínicas de reabilitação.  Se depender de talento, Abigail dá de dez a zero nas duas….

Seriados Antigos

Este post vai me entregar totalmente….ta bom, to ficando velha mesmo!

Os seriados acabam por fazer parte de nossa vida. Eles marcam uma era, entram na nossa rotina e nunca são esquecidos por despertar aquela gostosa sensação de lembrar o que fazíamos, como era nossa vida na época que os assistíamos, enfim….os velhos e bons tempos.

A Poderosa Ísis é um marco da minha velha infância. É a heroína que mais quis ser.  Era década de 70, eu mal me dava por gente e não consigo lembrar exatamente de nenhum episódio em particular. Mas a figura de Ísis, ou da professora Andrea Thomas, sua identidade mortal, é uma das imagens mais fortes que guardo daqueles anos.

Acho que o fascínio que tenho por Egito Antigo e mitologia explica a identificação com a heroína que encontra um amuleto e invoca a deusa para absorver seus superpoderes e lutar contra o mal. Muito, muito cool…

Eu pagaria uma quantia indecente para ter os 22 episódios, já que nehuma emissora, nem mesmo o TCM, se digna a reprisar a série!!!

Diferente de 90% da audiência feminina, eu preferia o loirinho tímido John Baker ao conquistador Poncherello.

Os patrulheiros do Chips – California Highway Patrol – foram a coqueluche (termo jurássico para entrar no clima da época) dos anos 80! Era o máximo esperar os episódios no domingo a noite e brigar com o pai que queria assistir os gols do fantástico!!! Tudo bem que o roteiro era sofrível, as atuações ahã..como vou dizer….caricatas. Isto sem dizer o charme do encerramento dos episódios …quando a imagem congelava e voltava com os dois gargalhando e fazendo sinal de positivo! 

Mas quem se importava, era demais..eles estavam sempre fazendo esportes radicais, curtindo o que era o máximo no momento: patins, discoteca, etc (o episódio do Ponch dando uma de Travolta na Disco é hilário) ! Além disto, os garotos eram uma boa referência para o público pré adolescente!  

Quando o TCM reprisou a série eu e meu marido piramos! Passamos várias manhãs de sábado revendo episódios e relembrando a infância, que embora vividas separamente, tiveram as mesmas referências.

Até hoje, não canso de ouvir a musiquinha de abertura. Dá uma saudade gostosa..é como assistir Pica Pau e chupar bala Soft! (não existe mais, né)

Beverly Hills 90210 ou Barrados no Baile (tradução absurda que inventaram por aqui) é o avô de OC e o pai de Dawson´s Creek ( este extremamente chatinho, né). E o fato de ser cronologicamente sincronizado com a minha vida, me faz sentir extremamente velha.

Eu fiz o Ensino Médio com os irmãos Brandon e Brenda Walsh!!! Entrei na faculdade com eles! Embora o padrão de vida fosse bem distante – eles frequentavam a elite de Beverly Hills – os dilemas que enfrentavam eram comuns aos adolescentes da época..fim dos anos 80 e começo dos 90. Virgindade, popularidade, namoros, drogas…Hoje a abordagem pode parecer até ingênua, mas caía bem naqueles tempos.

Curti mesmo a fase com a polêmica e briguenta Shannen Doherty, a Brenda. Depois que ela saiu, larguei mão..eu odiava a Kelly Taylor e nunca a perdoei por ter roubado o namorado bonitão (Dylan) da melhor amiga (a Brenda). Me recusei a assistir o restante da série! Nem nas reprises eu aceito ver os episódios sem a Brenda!!!!!

Mad About  You ou Louco Por Você eu curti no fim dos anos 90. Embora oo sitcom estivesse quase terrminando lá por volta de 98, a Sony reprisava as primeiras temporadas, que eu e meu marido – na época namorado – assistíamos enquanto planejávamos uma vida futura junta. Jamie e Paul eram o tipo de casal que queriamos ser, levavam a vida que queriamos levar..Enfim, era uma maneira agradável de sonhar com os dias que viriam…..

E tinha o Murray. O Cachorro mais fofo, bonachão e simpático de todos os tempos!     

Até hoje, vez ou outra, pegamos as VHs velhas e rimos juntos das trapalhadas dos dois!

Embora o episódio final fenha sido bem bacana, daqueles de derramar rios de lágrimas, as últimas temporadas perderam o pique. Mas rever aqueles primeiros anos de casado dos dois em Nova York é legal para qualquer casal! 

Finais alternativos

Quantas vezes, o filme acaba e você é tomado por uma imensa frustração…. Não dava para mudar este final idiota??!!!
Pois bem, faço agora justiça e apresento meus finais alternativos para filmes muito bons, bons, não tão bons assim ou simplesmente péssimos.

Senhor dos Anéis / O Retorno do Rei
Sacrilégio questionar Tolkien, mas tem uma coisa que não engulo.
A elfa bordadeira Arwen segue o caminho da roça para os Portos Cinzentos, pega o navio para Valinor e nunca se ouve falar dela. Aragorn casa com Éowyn e vive feliz para sempre. Faramir encontra uma linda e inteligente dama para passar o resto da vida divagando…

Star Wars/ Retorno do Jedi
Os fofinhos, mas deslocados Ewoks transforman-se em ents.
Darth Vader mata o Imperador Palpatine e foge com Luke (afinal, nada na Vingança do Sith explicou porque sua existência dependia da vida de Palpatine). Se disfarça de mago, virando Gandalf, the Gray e parte para a Terra Médica para lutar contra Sauron e se redimir de todo o mal.

E o Vento Levou
Scarlett Ohara vai para Tara e descobre que uma praga de gafanhotos acabou com a propriedade. Enlouquece e se transforma em uma assombração que vaga dia e noite pelas plantações dos vizinhos gritando: Juro que jamais passarei fome novamente.
Rhett Butler se arrepende de ter atirado no ponei da filha e se entrega a polícia para pagar os crimes de guerra que cometeu. Passa o resto dos dias lassombrado pelo ponei.

Titanic
Jack derruba a folgada bolotinha Rose da boia de madeira e manda ela se virar. Rose, desesperada, tenta nadar, mas o casaco impede seus movimentos. Tira então o sobretudo, que é pego por Jack. Ele se salva, encontra o diamante no bolso do casaco e fica rico.

O Resgate do Soldado Ryan
Tom Hanks, é tomado pela ira ao ver que todo seu pelotão morreu para salvar the fuck soldier Ryan, e o estrangula com a mão que reme. Para não ser julgado pela corte marcial, foge para o México.

Casablanca
Em vez do discurso altruísta, Bogart foge junto com o casal. Com identidade falsa, abre um bar em Las Vegas e se torna bilionário dono de Cassinos.

Telma e Louise
O carro cai no precipício, que na verdade tinha ao fundo um rio que desembocava em uma cidade do México. As duas saem nadando e assumem que são lésbicas.

Romeu e Julieta:
Romeu chega correndo, ve o corpo da amada e o chacoalha desesperado. Julieta acorda. Claro, fogem para o México…e se divorciaram anos depois.


Superman Returns

Lois confessa que o garoto asmático é, na verdade, filho de Jimmy Olsen.
O diretor entra em cena se desculpando por ter escalado uma atriz tão chata para o papel de Lois e grita: Está demitida. Ele ainda garante que escolherá uma atriz que faça justiça à personagem no próximo filme.

Meu cachorro Skip
Durante a cirurgia, Skip recebe a visita de John Coffey ( de A Espera de um Milagre). Como fez com Mrs Jingles ( o ratinho), o negão boa praça garante longevidade indefinida ao terrier.
No fim, ao invez do discurso mais triste do cinema ever, feito pelo garoto, vemos o Skip deitado no túmulo do dono, que morreu com 90 anos.
(Sugestão do maridão que não aguenta mais ver eu soluçar todas as vezes que vejo o filme)

Planeta dos Macacos
Os símios exterminam os humanos e todos os problemas do planeta são solucionados. O mesmo vale para King Kong, Godzila, etc, etc, etc…
(colaboração do meu primo Flavinho)

Cidadão Kane
O diretor entra em cena e explica o que foi aquilo. Já tentei, mas nunca entendi nada do tão aclamado melhor filme do mundo. Não sabia que sou tão lerda…

Closer
A personagem de Julia Roberts vai para um bordel e vira puta barata, o que sempre foi sua vocação. O marido corno conformado vira Drag Queen e se casa com o outro corno da história.
Natalie Portman confessa que sua verdadeira identidade é Padmé Amidala, senadora de Naboo, que foi mandada em um máquina do tempo em missão secreta ao futuro, e voltará para liderar a Aliança Rebelde. E que este filme foi a pior bobagem que ela já fez na vida.

 



Ao mestre com carinho
julho 24, 2008, 3:42 pm
Filed under: Em algum lugar do passado
Continuando a migração…
Durante três anos a sala de aula de uma escola estadual foi meu local de trabalho. De volta ao jornalismo há outros três, encontro frequentemente com ex-alunos pelas ruas, em diferentes situações. Alguns me ligam, outros aparecem em minha porta repentinamente. Poucos torcem nariz, mas para minha grande surpresa, a maioria é extremamente carinhosa, lembra meu nome, pergunta por que deixei de dar aulas, deseja tudo de bom.
– Coitada da professora, a gente era fogo!!! – costumam dizer.
E quantas lembranças surgem nestes encontros…Diferente daqueles tempos, quando muito assustada e despreparada para aquela missão – sim lecionar é uma missão – eu me estressava e sofria, hoje entendo que no fundo toda a turbulência no relacionamento é resultado de um sistema de educação falido, de pais ausentes, da falta de uma direção séria e preparada, além, claro, do fator grupo. Juntos eram fortes, sozinhos são apenas crianças.
Tive momentos gratificantes. Rodrigo, quinta série, hiperativo. Não parava quieto, não fazia nada que eu pedisse. Em sua turma eu era professora eventual, nome pouco admirável para professora substituta. Certa tarde, perdi a paciência.
– Rodrigo, se você não entregar o trabalho eu vou ligar para sua mãe e pedir para ela vir aqui na escola!
O loirinho abriu o berreiro.
– Não, professora, pelo amor de Deus, minha mãe já ta cheia de problema. Eu não quero que ela fique mais triste por minha causa. Eu sou um idiota, só faço ela chorar…
Surpresa, resolvi negociar, pedindo que terminasse o trabalho e me entregasse depois. Na sala dos professores – a sala da justiça dos anônimos heróis – durante o intervalo, ele apareceu com o dever pronto e um pedido de desculpas. Tentei conversar, garantindo que a mãe dele era muito feliz por ter um filho tão especial, que se preocupava tanto com ela. Daquele dia em diante, sempre que tinha aula em sua sala, Rodrigo me esperava na porta da sala dos professores. Carregava meu material, apagava a quadro negro, fazia chamada. Acho que conquistei sua confiança. Na sétima série, mudou de escola…Que pena….mas ser professor é isto mesmo, é fazer um pouco parte da vida de alguém por um breve tempo.
Mesmo sem muito jeito com crianças, sem experiência nenhuma, me sai bem em outras ocasiões. Talvez porque prefira lidar com crianças maiores do que com o nhen nhen nhem de crianças pequenas, talvez porque seja impossível não se envolver com eles, com seus problemas.
Um dia, me vi tentando convencer o garoto da sétima série de que aquela redação espantosamente bem feita por ele, que relatava a vida de um rapaz perdido, que tenta seu primeiro assalto e acaba morto, não precisava ser o destino de todos, que ele tinha escolhas, que podia ser muito mais. Difícil argumentar para alguém com um histórico familiar nada respeitável. Espero que ele tenha tido um destino diferente.
E quantos momentos insanos. Tinha sala que eu amava entrar, outras me davam cólicas de nervoso. Para chamar a atenção valia tudo: subir na cadeira, jogar giz, cantar, arrancar os cabelos. E como eles prestavam a atenção…um corte de cabelo, uma roupa nova, uma aliança de cor diferente. Ao ficar noiva, minha sala de terceiro ano do ensino médio, veio abaixo. Em segundos notaram a aliança em meu dedo e a gritaria começou….
Tinha bronca dos puxa-sacos dedo-duros, sempre prontos a entregar o colega, a bajular. Cheios de falsas intenções, não pensavam um segundo antes de difamar o melhor amigo ou fazer intriga entre professores, de reclamar de você para o diretor. Felizmente não eram maioria.
Pensar nesta época me faz também voltar ao meu passado e reverenciar meus mestres. Lembro do nome de todos os professores de história: José Adilson, Maria do Carmo, Sônia, João, Lourenço. Se tive sorte de ter sempre fantásticos conhecedores do passado da humanidade ou se o gosto pela matéria é que me faz lembrar deles não sei. Mas tenho certeza que ajudaram muito no crescimento do interesse pelo tema.
Muito mais do que os professores de faculdade, os inúmeros profissionais que passaram por minha vida entre o jardim da infância e o terceiro colegial representam a figura educadora. Do legal moderninho que falava gírias e parecia um colega ao sério e quase britânico professor de língua portuguesa vindo de outras épocas, onde lecionar era um motivo de orgulho supremo, tenho carinho por todos.
Óbvio que após minha experiência valorizo muito mais o ofício. Não é nada fácil estar à frente de 30, 40 pessoinhas, tentado ensinar alguma coisa sem ser patético. Nem todos vão gostar de você, alguns vão te desafiar, poucos vão te levar a sério. Professores são pessoas comuns com uma missão extraordinária. Se forem bem sucedidos ficarão imortalizados por meio de seus ensinamentos.
Dona Maria do Carmo morreu. Fiquei sabendo outro dia por uma amiga muito querida, filha da professora Iara, a querida tia Iara de quem infelizmente não tive o prazer de ser aluna, pois mudei para a escola alguns anos depois, mas por quem tenho grande carinho.
Bem, Dona Maria do Carmo morreu. Professora de história da quinta à oitava série, já era uma senhora na época. Ela me ensinou que a história da humanidade é repleta de ciclos, como nossas vidas, que civilizações acabam um dia. Me contou a lenda do Cavalo de Tróia, me apresentou as pirâmides, os faraós, os gregos. Eternizada está dona Maria do Carmo. Como tantos outros….