Breakfast at Tiffanys


São Chiquinho e seus protegidos
outubro 4, 2012, 9:56 pm
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No dia dos animais e de seu protetor, São Francisco, ou, como gosto de chamar, São Chiquinho, num atrevimento de intimidade com o santo, que, espero, não leve a mal…

Um dos episódios mais conhecidos da vida de São Francisco é o do lobo de Gúbio.

Contam os biógrafos do santo que nos arredores da cidade Gubbio, localizada na região central da Itália, vivia um grande lobo, terrível e feroz, que não só devorava animais, mas também homens. O pavor era tamanho que a cidade foi cercada com altas muralhas e as portas das casas foram reforçadas. Ninguém hesitava em sair armado daquele povoado.

Certa vez, a cidade recebeu a visita de Francisco de Assis, que estranhou muito o medo do povo. Francisco se negava a aceitar que o terrível lobo assustasse tanto àquelas pessoas. Para ele, os corações dos moradores abrigavam uma outra causa tão destrutiva como pareciam ser os próprios dentes da fera.
Francisco então ofereceu-se para ajudar. Resolveu sair ao encontro do lobo, sozinho e desarmado, portando apenas a sua conhecida simpatia e benevolência pelos animais, além, é claro, da força da Cruz.
De dentro da floresta, o perigoso lobo foi ao encontro de Francisco, raivoso e de boca aberta, exibindo suas presas mortais, pronto para devorar o corpo do santo. Contudo, quando o lobo percebeu as boas intenções de Francisco e ouviu como este se dirigia a ele como a um irmão, cessou seu ataque e ficou muito surpreendido.

Francisco de Assis anulou a violência que havia no irmãozinho lobo. O animal, de olhos arregalados, viu que aquele homem o olhava com infinita bondade. Francisco então falou para o lobo: “Irmãozinho lobo, quero somente conversar com você, meu irmão. E caso você esteja me entendendo, levante, por favor, a sua patinha para mim!”

O irmãozinho lobo, então, perante tamanha vibração de amor e carinho, levantou, confiante, a pata da frente, e calmamente repousou sua garra na mão aberta de Francisco. Então, Francisco disse-lhe, cheio de amor: “Querido irmãozinho lobo, quero fazer um trato com você! De hoje em diante vou cuidar de você, meu irmão!”

http://www.sgi.org.br/contos/sao-francisco-e-o-lobo-de-gubbio/

“Você vai morar em minha casa, vou lhe dar comida e você irá sempre me acompanhar e seremos sempre amigos! Você, por sua vez, também será amigo de todas as pessoas desta cidade, pois de agora em diante você terá uma casa, comida e carinho. E assim, não precisará mais matar nem agredir ninguém para sobreviver.”

Com a promessa de nunca mais lesar nem homem nem animal, foi o lobo com Francisco até a cidade. Também o povo da cidade abandonou sua raiva e começou a chamar o lobo de irmão. Prometeu dar-lhe cada dia o alimento necessário. Finalmente, o irmão lobo morreu de velhice, pelo que, todos da cidade tiveram grande pesar.

Ainda hoje se mostra, em Gubbio, um sarcófago feito de pedra, no qual os ossos do lobo estão depositados e guardados com grande carinho e respeito durante séculos. Esta história foi contada no final do século 14, numa obra de autor desconhecido, intitulada As Pequenas Flores de São Francisco.

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Ela, a endometriose
setembro 26, 2012, 7:01 pm
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Não foi nos médicos, na medicina, nos artigos científicos, etc, que encontrei conforto. Foi em relatos de outras mulheres, que passavam pelo mesmo inferno, que encontrei o que mais ajuda no enfrentamento da doença: a empatia e a certeza de que seus sintomas não são exagerados, nem hipervalorizados.
Por isto e só isto, acho importante relatar um pouco do que vivo desde abril.

A endometriose (crescimento do tecido endometrial do útero, fora do útero) sempre deve ter estado lá. Desde sempre sofri dores e alteração hormonal muito além do que pode ser tolerado para alguém conviver e continuar mentalmente são. Tempos melhores, outros piores, a dor amadureceu comigo. Só agora, ás vésperas dos 40, ela ganhou nome. Até então, para todos os médicos que passei, era normal.

A TPM insuportável, que causou tanta ou mais dor emocional e contribuiu vitaliciamente para a definição de quem sou – para o mundo e pior, para mim mesma – nunca foi levada a sério por médico algum.

A demora no diagnóstico  deu sobrenome à dita: endometriose profunda. Ou como ouvi de médicos: transtorno grande, problemão, complicação, sem cura, difícil controle, cirurgia complicada, “prêmio”…

Talvez o uso continuo de anticoncecionais a tenha mascarado, talvez tenha sido incompetência mesmo. Mas é difícil entender como nenhum merda de médico/a que consultei desde os 14 anos de idade, não tenha desconfiado e me tratado antes desta coisa, este alien, me tomar desta forma: tenho várias lesões em todo abdómen, ovários, trompas, próximo do intestino e por aí vai…lesões profundas, que fazem da cirurgia um risco que exige equipe multidisciplinar. Também não é unanimidade como alternativa entre os médicos. e olha que passei por mais do que posso contar em uma mão, nestes meses…

Tudo o que eles conseguem concordar é na falta de sensibilidade para lidar com alguém que tem variação hormonal absurda – está deprimida dia sim, dia não, tem – teve, espero – ataques de pânico. Todos são enfáticos na complicação assustadora que a endometriose significa e no quanto estou condenada a ter que lidar com tudo isto mesmo na menopausa  quando não vou poder fazer reposição hormonal e vou continuar padecendo nos quintos dos infernos com todos os sintomas possíveis. Ah, vai se foder…alguém….qualquer um.

Endometriose traz dor – mais do que vc pode suportar e  mais do que os remédios  podem lidar. A maioria dos analgésicos faz cócegas nela, que ri, gargalha da sua cara de idiota por tentar enfrentar a vadia. Não é só cólica – é dor aguda, como uma faca sendo enfiada nos seus órgãos. São fisgadas constantes – mesmo fora das crises – te lembrando do quanto vc ta ferrada por ter nascido mulher. (o que me torna totalmente intolerante e desperta os mais horríveis preconceitos com homens que querem ser mulher. Gostaria, sinceramente, que pudessem sentir de fato a bosta que é ser mulher e ter hormônios e órgãos e doenças malucas e malditas te assombrando o resto da vida).Não adianta o quanto o cara ache que sua alma é feminina, ele jamais saberá o que ser mulher. nunca vai entender. Então façam um favor e voltem para seus malditos armários.

Homens em geral, não sabem lidar com endometriose. Fuja de médicos, eles simplesmente não vão entender. Prefira médicas, se for rezar, prefira santas. Só quem nasceu com cromossomos XX tem a chance de te tratar e lidar com a paciente de endometriose com o mínimo de dignidade.

Minha crise começou com sangramento constante. Ai veio o pânico, o medo da morte – na minha mente só podia ser tumor. A dor, que ja era punk – mas só na menstruação – virou um pesadelo sem fim. Durante uns dois meses, tive dores TODO OS DIAS – forte, média, leve – mas sempre esteve lá. O Feldene ajudou, mas nunca cosnseguiu vencer. Até que ela foi rareando, enfraquecendo com a volta dos anticoncepcionais. O sangramento nunca parou mais de dois dias, ta la, enfraquecendo também, mas esta lá.

A alteração hormonal foi constante – cada semana – ou cada dois dias, para ser precisa – destes meses em vivi um estado emocional diferente: pânico, raiva, tristeza, euforia, medo, ira. vergonha, culpa. Alguém me interna, por favor.

Esta doença tira o melhor de vc e te deixa um bagaço. Prejudica tudo: trabalho, relacionamento, outras áreas da sua saúde. Então, algum ser humano tem o direito de julgar, rotular ou irritar alguém que viveu – em maior ou menor grau – com toda esta merda de falta de qualidade de vida desde os 14 anos?????

Antes de enfrentar a cirurgia – por videolaparoscopia ou não – que não é unanimidade entre os medicos, estou tentando tratamento medicamentoso. O anticoncepcional ajudou, mas não vai resolver.

Tinha o tal análogo, o Zoladex, que provoca uma menopoausa artificial e tem um milhão de efeitos colaterais, além de custar a bagatela de R$ 700, sem ser, de fato, desenvolvido para o problema. Ele é usado, originalmente, para câncer. Não encarei.

Ha duas semanas tomo o Allurene – medicamento novo, o primeiro específico para endometriose. Parece que os sintomas estão reduzindo ainda mais. Parece não ter efeito colateral. Tenho medo de acreditar que vai devolver a minha vida. Mais medo ainda de pensar que pode ajudar a recuperar o tempo todo que perdi durante anos, séculos e milênios, com dor, mau humor, depressão e o cacete a quatro…Na verdade, recuperar é impossível, o que perdi, ficou lá. Nunca vou ter de volta.

Paralelo, tento tudo que leio: caminhadas de 40 minutos, pelo menos, três vezes na semana. Ômega 3, redução de consumo de gorduras (que ja não consumia em quantidade antes), redução de farinha branca, enfim uma alimentação balanceada e repleta de soja – suco, leite, na alimentação em geral.

Também tento controlar a ansiedade – isto é fato, pico de ansiedade desencadeia as fisgadas e outras dores.Tem inclusive, uma pesquisa da Unicamp relaciona ansiedade, estresse, perfeccionismo, blablabla à doença. Literalmente: “Alguns traços de personalidade de pacientes com endometriose foram delineados através de um estudo exploratório conduzido por Abrão et al.1. São eles (auto-exigência, insegurança, mecanismos de defesa estruturados, alta capacidade de controle e comando, intolerância diante das falhas humanas)”. ops, quem é o fdp falando de mim?

Ah, claro, e não largo da medalha de Nossa Senhora (pois, é..eu, que não curto religião e tenho dúvida sobre a existência de deus, da vida, do universo e tudo mais…). Uma coisa é certa, se tem algum santo, espírito, alma, etc, capaz de ajudar uma portadora de endometriose, é outra mulher.

ps – a endometriose provoca infertilidade também. Como nunca quis ter filhos, isto quase não incomodou – a não ser pelo vago pensamento que é a seleção natural agindo, a natureza realmente não querendo meus gens sendo passados a adiante.

ah, foda-se.



Quem salva uma vida, salva o mundo todo
agosto 17, 2012, 5:57 pm
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frase da Lista de Schindler. uma das mais simples e belas. Meu mantra

Minhas amigas virtuais –  ou não – que passam por aqui: estou melhorando aos poucos.

Ainda sem inspiração para escrever. Talvez eu devesse exorcizar esta fase endometriótica escrevendo, mas não quero gravar estas lembranças em palavras.  Wish me lucky, ok!

bjs!

 



Heart
julho 13, 2012, 2:31 pm
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“Existem tantos tipos de vida nessa vida.
Muitas coisas pra amar.
O amor pelo marido ou esposa, namorado ou namorada.
O amor pelas crianças. O amor por si mesmo.
E inclusive pelos bens materiais.
Esse é o meu amor, o meu.
O que me preenche e me define.
E me faz seguir adiante”

Do filme Amor pra Cachorro



abril 30, 2012, 7:25 pm
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abril 30, 2012, 7:24 pm
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WordPress é uma bosta
abril 30, 2012, 3:53 pm
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Eu tentei postar um video muito lindo aqui. Mas esta bosta de wordpress não deixou

WordPress é um lixo. Não façam blog por aqui. É o pior . o mais estúpido, complicado e limitado.  Uma merda, uma bosta, um cu!

Vou mudar em breve. Cansei deste lixo. Vai se foder WordPress

 

O vídeo ta aqui http://tvig.ig.com.br/variedades/videos-da-internet/cao-se-emociona-ao-reencontrar-dono-que-voltou-da-guerra-8a49800e36eb50900136ffb660a10273.html