Breakfast at Tiffanys


Tamô de Volta
outubro 27, 2008, 9:14 pm
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Este post não é apenas sobre futebol. Nem só sobre um bando de loucos.

É mais que isto.

Dia 2 de dezembro de 2007 foi um dia desgraçado.

2007 foi ano pra se esquecer aqui em casa. E para ajudar, terminava com aquela merda toda do Corinthians sendo rebaixado. Aquela humilhação e aporrinhação sem fim.

Justo o Corinthians, que tinha me aproximado do meu marido na casa de amigos, que fazia parte dos nossos primeiros encontros, que é parte de nossa história.  Justo o timão que tanto mexe com meus nervos, que simboliza parte da minha personalidade, que já me fez tantas vezes entrar em êxtase, estava lá no limbo, junto comigo. Foi mesmo um ano maldito.

Choramos e terminamos o ano com um gosto amargo, com medo e frustração. Não peço que entendam. Não ouso esperar que alguém entenda o patamar da comparação, nem o irracional sentimento que um time de futebol pode gerar a qualquer ser criado numa família insandecida como a minha.

Mas a raiva passou e encaramos a segundona. Voltamos a frequentar estádio depois de muitos anos longe. Acompanhamos grande parte dos jogos, de perto ou longe, pelo rádio, pela tv ou pela internet. Os sábados ficaram mais divertidos. Ficamos ainda mais orgulhosos de sermos um casal de corinthianos.

E este orgulho dominou todo corinthiano que conheço. A tão falada nação mostrou porque é mítica. O Nunca Vou te Abandonar foi a reafirmação da garra de uma torcida que tem um time.  

Foi tudo ímpar e não tenho problema em afirmar que a queda para a Série B foi totalmente benéfica. Como na vida, algumas vezes você precisa cair para aprender a levantar. Você precisa reorganizar, reinventar, se planejar e se fortalecer. E você precisa de uma história como esta para tornar ainda mais mágica sua existência e criar mitologia própria. Porque não foi vergonhoso e esta fase não deve ser esquecida, mas sim vangloriada.  

Talvez eu seja uma das corinthianas mais tocadas por este espírito de volta por cima que dominou o ano do alvinegro do Parque São Jorge. Mais do que a segunda divisão, esta queda foi uma metáfora para minha própria história recente.

Eu e o Marido tivemos também um ano onde tudo precisou ser renovado, onde não havia opção a não ser renascer das cinzas, repensar, se adaptar. Mais um ano difícil. E como o Corinthians, nós encaramos o desafio de frente, sem tapetão, pois o que distingue um vencedor de um cascateiro qualquer é a forma como ele levanta. (viu, bambis..).

E independente da certeza que o time garantiu no coração de cada torcedor, só quem é corinthiano sabe que adora um drama e mesmo que ele esteja ausente é preciso sentir cada conquista como se ela fosse a mais difícil. Por isto o sábado 25 de outubro nunca será esquecido. O ano de 2008 não será esquecido.

E tamô de volta – como disse Felipe – com erro de ortografia, mas sem trancos, muito menos barrancos.

Como é bom ser corinthiano!

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EU VOLTEI
outubro 27, 2008, 6:26 pm
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