Breakfast at Tiffanys


Because Eu odeio Fim de Ano
novembro 25, 2008, 5:57 pm
Filed under: É sério, Só vendo a banda passar, Sessão Descarrego | Tags:

20071224-christmas

Alguém. Alguérm não, muita gente vai entrar em depressão. Outros irão se magoar, enquanto tantos se embriagam em consumismo, gula e frenética busca pelo nada.

Correr às lojas ensandecidamente não parece ter nada a ver com espírito de reflexão e confraternização que supostamente deveria significar a data surrupiada pelos cristãos das festas pagãs de outrora. 

Perder tempo planejando antecipadamente ceias repletas de alimentos que não serão consumidos, mesmo com a gula voraz de glutões, não é base de nenhuma filosofia ou religião. E quantos bichos morrem à toa, tendo seu cadáver engrossando o lixo pós festa que entope as calçadas e fede carniça.

Sem contar as bebedeiras cafonas de homens e mulheres ridiculamente celebrando sua falta de senso crítico.    

E a loucura corrida dos pais ensinando aos filhos que gastar é muito legal e te faz ser melhor – e que papai noel é preconceituoso porque dá presentes melhor para quem já tem uma infinidade de brinquedos. É tudo muito insano.

Desperdiçar recursos e energia com enfeites que irão para o lixo – pois no ano que vem terão inúmeras novidades que sua casa não pode ficar sem – além de estupidez é antiecológico.

Em meio a tanta perda de tempo, quem tem problemas vai se sentir pior, quem está doente vai sentir a morte mais próxima. Quem é só, sentirá ainda mais solidão. Quem perdeu alguém vai sentir ainda mais saudade.

Aumentam os suidícios, os acidentes de trânsito.

Quantas mães ficam magoadas porque os casais não sabem dividir o tempo. E geralmente as famílias egocêntricas tomam todo o espaço das “comemorações” já que o conjugue não tem bom senso ou simplesmente não quer brigar com o mais egoísta da relação.

E haja hipocrisia para tanta ação social que não leva a nada porque os pobres continuam pobres. E as mulheres continuam parindo filhos que não podem cuidar no ano seguinte.

Enquanto janeiro não chega, com seu crediário de tributos financeiros e morais, dezembro se arrasta, se resumindo a 4 dias inúteis. E no ano que vem começa tudo de novo.

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5 Comentários so far
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Sabe o que é pior?
e não agir nos conformes é taxado de indelicado, sem-educação, muquirana e mão de vaca por não consumir, comprar e presentear com o dinheiro que não tenho.
E se a mesa está cheia, tem que comer, e repetir, e nada de recusar a sobremesa! Como assim,”só um prato”? Qual o problema de uma ceia mais modesta? E pessoal me dizendo que reclamar disto é chorar miséria. Miséria é o que mais acontece, pobreza de espírito das feias!
Concordo com tudo o que dizes, nada disso é realmente necessário. Poderíamos passar a ceia como Ele nos ensinou, na base do pão e vinho literalmente, e meditando sobre os ocorridos do ano e o fato desastroso que viria no dia seguinte, mais do mesmo…
Enfim…

Comentário por Raposa

Não posso dizer que odeio o final do ano, mas partilho de muito do que você escreveu. Depois que minha mãe morreu, há 14 anos, minha visão das festas natalinas mudou bastante. Ela adorava enfeitar a casa, montar o presépio, e realmente celebrar o que tinha que ser celebrado – modestamente. Sempre passamos as festas sozinhos, sem ostentações. É óbvio que eu gostaria de uma super-festa quando era adolescente, e não entendia porque estávamos sempre sozinhos. Depois que ela morreu, passei alguns Natais em festas de arromba, e entendi todos os porquês do passado. O Natal sempre foi sagrado demais prá nós, prá simplesmente banalizá-lo como mais uma festa pagã. Por vários anos passei a data sem a “devida” comemoração social: ia somente à missa da véspera. Sem ceias, sem almoços, e presenteando somente quem tinha feito a diferença para mim naquele ano. Tive a sorte de casar com uma pessoa que pensa como eu: comemoramos sim, mas da forma que tem que ser. Não nos prendemos com presentes, ceias, almoços, veias e fígado entupidos de colesterol e álcool. Queremos que a data seja lembrada pela sua essência.
Quanto ao Ano Novo… deixa o povo acreditar que um segundo a mais no relógio vai apagar todas as frustrações de um ano-calendário e que tudo será diferente!

Comentário por Selma

Sou totalmente oposta a você: AMO o fim de ano e nem sei direito o porquê. Na infância (e nem hoje em dia) ganhei os melhores presentes, minhas noites de Natal nunca foram como eu sonhei (aquela mesa cheia de parente), mas eu fico realmente feliz nessa época.
Sinto uma vontade de renovar. Sinto uma chance de recomeçar com o novo ano que se aproxima. Tudo isso pode ser psicológico, mas eu me sinto muito bem no fim do ano.
Talvez, eu seja um pouco alienada, mas procuro não levar tudo tão a sério. Eu quero um pouco de alegria e como todos da minha família estão bem de sáude, graças a Deus, não tenho porque mal. Egoísmo? Com certeza! É, lógico que me preocupo com os menos favorecidos, ajudo de várias formas (apesar de não ser muito, mas faço a minha parte). Mas não tenho porque está triste…
Beijos

Comentário por Mari

Amo o Natal e o amor que se propõe comemorar nesta data. É como se renovasse as minhas esperanças e crenças num mundo absolutamente bem melhor. Porém abomino a correria louca que se faz nesta época. Quando estou trabalhando organizo-me para presentear aqueles que amo em setembro ou outubro, assim evito a multidão de gente louca no meio de tudo quanto é lugar. Gosto de estar recolhida em casa nesta data. Logo que me casei ia na casa do meu pai, da minha sogra, de amigos… Mas confesso que mal aproveitava a via sacra, tamanha é a maluquice que vemos nas ruas, isso me deixa apreensiva. Há alguns anos optei por ficar em casa, em especial nas noites que antecedem o Natal e Ano Novo. Comidas? As mais leves possíveis. Acho uma loucura pernil, leitão em pleno fogo de dezembro… Optei pelo básico. É uma época de saudades para mim, saudades da minha mãe, saudades das minhas avós de açucar, quantas saudades dos abraços apertados, dos beijos estalados, dos risos… Mas também de doces lembranças. E de lembrar por que estou aqui neste mundo: para fazer o bem, para acreditar no bem, para propagar esta idéia até que seja realidade. É uma época de reflexão, o que fiz, o que poderia ter feito melhor. Acho que preciso crer no bem, no melhor; senão não faz sentindo estar aqui… Óbvio, que não se trata de fazê-lo apenas neste período do ano, não se trata apenas de acreditar, mas efetivamente agir para que isso aconteça. Gosto da idéia de manter a esperança, gosto do espírito do Natal (o que deixa as pessoas mais solidárias, um tantinho mais preocupadas com o outro – e há muitos que fazem algum bem a alguém nesta época do ano). Preciso crer que a humanidade tem jeito, acho que senão piro… enfim Gosto do Natal, gosto do Ano Novo, embora também não concorde com algumas sandices que rolam por aí.

Comentário por LU

Oi minha querida Ka,

Se você soubesse o quanto este seu post calou fundo em mim… Acho que você resumiu muito do que eu sinto e despertou-me tantas lembranças adormecidas. Foi uma avalanche de sentimentos, acho que só agora que consegui escavar e sair debaixo dos inúmeros flocos de neve. A minha vontade não realizada no fim de ano era sumir e não ir na casa de ninguém. Tão díficil de explicar, quase impossível fazer os outros entender, que não ouso nem tentar. Talvez você, a sua sensibilidade me entendam. Só hoje consegui dar vida a um post que remete toda esta loucura de que lhe falo. Um beijo agradecido meu anjo por me fazer pensar e entrar em contato com meus sentimentos , *** Lembrei de você ontem, meu marido falou que começou uma nova temporada do Lost… Lu

Comentário por lu




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