Breakfast at Tiffanys


E o rock morreu..
outubro 8, 2008, 8:32 pm
Filed under: Em algum lugar do passado, No MP3 | Tags: , , ,

Não. Claro que não. Continua vivo na lembrança de titias como eu…Mas o bom rock, o contestador, tocado e representado por cabeludos bad boys que deixam os pais de adolescentes de cabelo em pé, este não ressurgiu das cinzas como deveria acontecer ao menos uma vez em cada década.

E eu fico preocupada quando vejo a molecada sem um meio tradicional de gastar a energia excessiva da idade. Falemos a verdade, nada como uma boa banda de rock para criar adultos mentalmente saudáveis….Ao menos, fiquei sabendo que Sandy e Júnior se separaram de vez e que a fantoche de barbie virou senhora casada. Tomara que deixe a carreira de lado. Será um enorme bem à humanidade!

Me perdoem os apreciadores do gênero, mas eu realmente tenho problemas com sertanejos e suas crias. (Não com caipiras, estou falando da safra estragada surgida de Chitãozinhos e Camargos).

Musicalmente Já fui bem mais chata e radical. Confesso que tive uma fase lamentável na volta de Porto Seguro..Mas continuo achando Ivete Sangalo uma ofensa aos meus ouvidos. E provavelmente com esta afirmação estou comprando briga com meio mundo…fazer o que…

Sinto falta de ver a molecada idolatrando uma mega banda. Algo gigante e meteórico, que os faça ir à porta do hotel, acampar na Frente do Anhembi, vestir orgulhosamente a camiseta, que marque época. E não vale falar de Rebeldes ou qualquer boys band. Bandas com coreografia serão rapidamente esquecidas, além de não merecerem atenção da adrenalina juvenil. Não. Tem que ser algo realmente contra os padrões e de certa forma espontâneo.

Falo por experiência. Não há nada tão legal nestes anos de descoberta do mundo, quanto idolatrar uma banda e querer ser seu ídolo ou se apaixonar por ele perdidamente.

E eu fui loucamente, ensandecidamente fissurada por Axl Rose, o líder problemático do Guns N’ Roses. A última grande banda de que tive notícia.

Tudo começou com o pop. De A-Ha, passei rapidamente por Bon Jovi e conheci a verdadeira paixão na transição dos anos 80 para 90, com o Guns. Ao ouvir pela primeira vez Appetite for Destruction, o disco de estréia da banda, eu estava definitivamente inserida no saudável mundo do rock and roll. Portas de hotéis, shows, galerias do rock, camisetas, bolachões e fitas cassetes eram parte do meu mundo. Na era pré internet não era muito fácil ter notícias, ver os clipes, encontrar outros fãs. Mas isto era parte do show e tornava esta árdua tarefa de ser fã ainda mais legal.

Axl era tudo o que os pais consideravam errado. Era a encarnação do rock. E era lindo, divino com seus olhos azuis expressivos e seus cabelos escorridos envolvidos por uma bandana . Serpenteva pelo palco assobiando Patiente e jogava o aparelho de telefone da janela do hotel quando pediam seu número. Parava shows no meio e batia em fotógrafos. Saía com as mais belas modelos, fumava cigarro barato e sorria com indiferença despertando as mais impublicáveis fantasias.

E a lógica disto tudo está no fato de que ele era a tranferência e descarrego de boa parte da carga destrutiva, indolente e problemática da molecada. Eu vivi aquela vida doida na trajetória do Guns enquanto era uma jovem até certa forma comportada e careta. Ouvi os discos até riscar, fiquei de plantão na frente da TV para o lançamento do Use you Ilusion. Fui uma das milhões de jovens que viveram um tórrido romance imaginário com o roqueiro do mau.

E não me interessa o fim que teve, se Axl está gordo e caretíssimo, o que importa é a formação original perfeita e incomparável com Axl, Izzy, Slash, Steve e Duffy e aqueles anos inesquecíveis onde o Hard Rock enlouqueceu meus vizinhos e me fez ser uma rebelde sem causa sem causar problemas.

Ainda curti muito Van Halen, Iron Maiden e um pouco de grunge. Mas nada se compara a avalanche que foi ser fã de carteirinha do Guns.

E me digam se Sweet Child O’ Mine não é a melhor música de todos os tempos, com o riff de guitarra mais legal do mundo?

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12 Comentários so far
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Até hoje eu suspiro fundo quando ouço Patience.
Tá certo que também suspiro ouvindo O Vento do Jota Quest..

Eu tbm sou dessa geração, um pouco mais a frente..rsrs, mas tive sérias influencias de meu irmão, 10 anos mais velho, que me obrigava escutar a tarde todas os berreiros que eu não compreendia, pq era outra lingua.

Quando entrei na pre adolescia fui compreender melhor o gosto musical dele, e diferente de minhas amigas, ouvia classicos do rock.

Mas meu amor imaginario foi com Kurt Cobain..rsrs..

é como vc disse, as musicas permitiam sermos rebelder sem causa sem fazer estragos em nada.

Tbm nao gosto de musica sertaneja, axe..modismos, dizem aqui em casa que eu parei no tempo, e parei mesmo..em questao de musica, prefiro ouvir um Aerosmith, Pearl Jam, Pink Floyd ao Creuuuu..rsrs

Mas novamente sofro influencias do meio, meu marido gosta do que eu chamo de brega,..rsrs e ele escuta e ja me peguei cantarolando : “Uma vida pra tirar vc da minha…/ Vou fazer um leilão..quem da mais pelo meu coração../ e outras.. rsrs

Mas acho que a magia esta no que vc mencionou, nao era facil vc ter noticias, contato sobre os idolos, era o tempo do disco de vinil, que somente tinha boas lojas em grandes centros, nao em cidades do interior, que tinha que se mandar buscar..na tv nao passava com tanta facilidade, tudo era caro, roupa..nao havia pirataria..

Era uma arte ainda nao banalizada pela massa.

Bjooo..

*Tem presente pra ti la no meu blog*

Comentário por Lucí

Esse negócio de músios em massa é fogo. Tem de tudo. Mas sobrevive. Ou seja, têm mercado. Eu fico impressionada com o tipo. A cultura nordestina por exemplo, é muito rica, mas agora andam meio esquecidas as tais raízes… é um tal de forró eletrônico que não tem a ver com as origens do forró…
E o rock? Eu sempre apreciei muito o rock, e concordo com os gostos musicais citados por você. Concordo também que já não se fazem mais roqueiros como antigamente. Aqui no Brasil mesmo, pouco se vê de roqueiros autênticos, o que se quer é atingir as massas e as massas em geral são mais facilmente atingidas pelo imediatismo e pela superficialidade das atuais canções e coreografias tipo “dança do acasalamento”…
Eu ainda ouço muito Legião Urbana e adoro a voz de Fernanda Takai, entre outros…
E a coisa anda banalizada mesmo. Uma pena.
Cheiro grande.
[deixei um negocinho pra você lá no blog, viu?]

Comentário por Dora

nada q é demais é saudável… vc foi uma das sobreviventes do rock… mas muitos pereceram…
e um ponto do seu post é decisivo: a informação. hj, na era da informação, não é possível reproduzir aqueles fenômenos… o grande número de bandas aliada à intensa renovação impedem a criação de ícones absolutamente fora do padrão.
eu sou um grande fã de rock clássico, e tbm detesto muitos dos outros ritmos q vc descreveu, mas não acho q um novo guns’n’roses resolveria o caos social…

Comentário por silvakov

Ah, colega!
Claro que não resolveria o caos social!!!!Isto é outro papo…MAs é psicologicamente é absolutamente saudável que a molecada projete sua energia em ícones rebeldes.
E esta questão de era da informação é um tanto quanto questionável, pois pode ter certeza..99% da internet é lixo. Tente fazer uma pesquisa séria e verá a quantidade de inveracidades. Muito se fala, pouco se sabe. Acredita-se em tudo, discute-se muito, todos opinam sobre tudo e pouco se aproveita. Claro que eu estou inserida neste contexto, e sinceramente tenho muita saudade da época em que vivíamos mais, não tínhamos tanto prazer em desfazer ilusões alheias e não fingíamos saber de tudo como hoje.
Abs

Comentário por Ka

Eu concordo com você que os adolescentes precisam de um ídolo e em quase tudo o que você falou. Mas discordo que boys bands são esquecidas facilmente. Não, não são. Eu sou da geração dos Backstreet Boys e Spice Girls. E tudo isso que o Guns N’ Roses casou em você, casou em mim e nos outros adolescentes da época. Acredito que ídolo é ídolo e nos faz “enlouquecer” de qualquer jeito.

Sou muito eclética e gosto de tudo um pouco. O importante para mim é música. Adoro dançar um pancadão do funk e do hip hop. Não abro mão da MPB. Samba para mim só o de raiz. Música baiana para se divertir faz parte. Nirvana SEMPRE toca na minha casa. E as boys bands são ouvidas nos momentos de saudosismo dos tempos sem responsabilidades. rsrsrs

Agora, uma coisa, eu concordo com você: a Sandy podia desistir da música. Aliás, ela e sua sombra, vulgo Junior. hahaha

Ah, e Sweet Child O’ Mine é uma das melhores músicas do mundo!!!

Beijos

Comentário por Mari

Mais uma vez, voce me “dando” idéias!!!
Acho que vou escrever tambem sobre minhas fases musicais. Esteja preparada. De repente, o que pode surgir por lá de mais inovador, seja Beatles…
Por acaso, voce chegou a conhecer a loja de discos Bossa Nova,meados anos 80 na Barão de Itapetininga?

Comentário por picida ribeiro

não podia concordar mais!!!já ando a adair um post sobre esta banda há bastante tempo!!!sempre os adorei (a formação inicial) mas, desde a saída do Izzie Stradlin (responsável por essa peróla que é a sweet child of mine) os guns perderam um pouco o seu caminho!!!contudo, são responsáveis pelas melhores músicas de rock de sempre:)
a minha preferida é a “estranged”, acho-a linda, linda:))

beijinho

Comentário por Anita

Infelizmente eu sou do tempo de rebeldes, nx zero e outros coisas que eu desprezo. E isso é horrivel. Mas sou bem fora da minha época, enquanto adolescentes sonham acordadas com idolos pops como Justin Timberlake e Jonas Brothers eu tive a minha fase apaixonada por Kurt Cobain há pouco tempo, e quando achava que nao podia encontrar mais ninguem com musicas inovadoras e uma cara bem diferente das que se veem hoje, uma amiga me mostrou uma musica que tinha um assovio no começo, o suficiente pra começar a ouvir a banda. Meses depois já estava com paixonite aguda pelo Axl Rose… mas o bom do rock é que quanto mais se ouve mais se descobre, hoje ouço metallica, skid row (sebastian bach), aerosmith e outras coisas. Aquelas deveriam ter sido as melhores décadas, tinham inovação e conteudo, hoje o que se pode fazer é se aproveitar o que já foi. Mas eu ainda espero o dia em que uma outra banda cheia de caras com cara de mau, atitude de bad boy, e um vocalista com uma voz maravilhosamente esguaniçada apareça e mostre que o rock nunca morreu. Long live to rock’n roll!!!!

Comentário por jacqueline

concordo com vc em td , falta rock de verdade hoje não temos, sinto falta dos guns n roses a melhor da banda da decada de 90 a decada do hard rock,
e concordo com vc o melhor hits de todo o tempo é Sweet Child O’ Mine o hino do Rock ‘N’ Roll…

vlw Rock ‘N’ Roll forever…

Comentário por james

james_skate_rock@hotmail.com

esta aew o mail de um GUNS N ROSES de verdade
por favor só add quem curte Rock ‘N’Roll…

Rock ‘N’ Roll Forever

Comentário por james

concordo com vc guns n roses e a melhor banda de hardcore hevy metal e trash metal que ja existiu em todo planeta terra ninguem vai bater esse record

Comentário por matheus

Nossa vc tem toda a razão!!! eu tenho 14 anos e amo Guns n Roses!!! Mas as pessoas da minha idade, só curtem essas musicas sem cultura inuteis de hoje em dia!!!
Adorei o que você falou, é pura verdade. Se eu pudesse teria sido adolescente nos anos 80. Isso sim foi uma época maravilhosa!!!

Comentário por Geovana Specalski




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