Breakfast at Tiffanys


Casamento: é muito melhor do que você imagina
julho 26, 2008, 10:26 pm
Filed under: É sério | Tags:

A seguir, três artigos que cercam dois temas que me despertam paixão e ódio: casamento e traição. Não sou moralista, mas se tem uma espécie de homem que me desperta asco, é o tipo mulherengo. 

Compromisso. Você tem medo do que?

 3650 Dias

Tive sorte de encontrar você, que debocha do meu jeito de ser. De repente faz juras de amor. Me esquenta no frio, me refresca no calor.
A gente troca, a gente troca de lugar. A gente brinca, a gente brinca de brigar. Chora de rir, fica de mal, coisas de casal.

Engana-se quem pensa que é impossível ser feliz no casamento. Perde muito quem procura desculpas para não se comprometer. Ta certo que tive uma sorte fenomenal. Casei-me com quem escolhi. E para minha felicidade, este alguém é um cara e tanto. Um homem em extinção, como alguém definiu uma vez.  Alguém bem melhor do que eu.
Claro que tivemos – e temos – problemas e vontades momentâneas de esganação recíproca. Mas, visto de cima, fica tudo tão pequeno, tão sem importância. Porque há de sobra momentos que superam de muito longe as crises e imperfeições normais a todos que têm sangue nas veias.

Há muito em comum.
Acho impossível manter uma relação sadia sem compartilhar valores fundamentais, sem andar em ritmos semelhantes e no mesmo caminho.
O Marido não só não se importa, como apóia, meu vício de ter e respirar cães. Seria impossível amar alguém que não amasse o que mais amo….
Não descredencia minha impossibilidade de matar qualquer ser vivo. Não faz piadas da minha opção alimentar de não comer carnes. Sente como eu cada maldade feita a um animal.  
O Marido é corinthiano e escorpiano. Chorou, como eu, o rebaixamento de nosso time. Conversa comigo sobre futebol como trocaria idéias com qualquer amigo, na mesa de um bar.
Há total intimidade e nenhuma formalidade. Você tem que poder ser 100% você perto de quem divide a vida. Não pode ter que fingir ou disfarçar.
Temos referências muito particulares, diferenças complementares, linguagem própria, história.
Másculo e atraente, aos meus olhos e aos de quem quiser apreciar (só apreciar, ok). Faz surpresas e ri do meu jeito de rir. Me enxerga como muher, me mima como criança. Me irrita, mas me amansa.

Tanto tempo junto nos ensinou como redescobrir muitas e muitas vezes um ao outro.  E nos transformou em pessoas melhores.
Nestes dez anos, me apaixonei várias vezes…pela mesma pessoa, pelo que somos, pelo que podemos ser.
E é ótimo dividir a vida com a pessoa que mais gosto de conversar, com quem mais tem a capacidade de me fazer sentir bem, com quem escolheria, entre todas as pessoas do mundo, para passar a eternidade.

E assim o 12 de abril de 1998 se tornou o dia que dividiria a história, a nossa história. Dez anos sem passar um dia sem se falar, sem conseguir ficar mais do que uma semana separados. Se é difícil lembrar como era a vida sem ele, é impossível imaginar o que seria de mim agora se tivesse aberto a porta errada.

Por isto, abro exceção em minha palavras quase sempre ácidas, contundentes, descrentes, corrosivas ou sarcásticas, para ser doce e abusar do sentimentalismo.

Obrigada, meu amor!

 

Na Alegria e na Tristeza
Será muito antiquado acreditar no casamento e na fidelidade? Será muita ingenuidade achar que pessoas que se amam podem viver felizes para sempre?
Claro que o feliz é relativo. Todo relacionamento tem conflitos, momentos difíceis, mas superar estes poréns e seguir em frente, sabendo que todos somos imperfeitos e desagradamos alguém em alguns aspectos é parte do casamento. Não que defenda a idéia de manter um relacionamento onde as brigas e o desconforto emocional sejam constantes, mas um pouco de tolerância de ambas as partes sempre será necessário para manter a união.
Algo vem me incomodando há tempos. Talvez tenha começado quando assisti o filme Closer, onde o amor é tratado com tamanha vulgaridade que faz parecer que traição e mentiras são aceitáveis. Os críticos adoraram. Li em algum lugar: É um filme adulto. Adulto? Adulto ou vulgar? Será que todo adulto enxerga a vida como o diretor do desagradável filme?
Depois, debatendo com uma amiga, outra opinião me espantou: Isto acontece, é a realidade. Senti como se fosse algo fadado a ocorrer mais cedo ou mais tarde.
Outro caso com conhecidos me chocou, me indignou. Como se chega a este ponto? Como se consegue fingir tanto, por tanto tempo? Como se joga fora tantos anos de cumplicidade, tantos momentos, tantas lembranças…
Simplesmente me recuso a acreditar que esta seja a realidade. Talvez por viver um casamento feliz com uma pessoa maravilhosa, onde existe muito respeito e confiança; talvez por ter crescido em um ambiente onde estes temas pareciam ficção, coisa de novela…
A questão parece complexa, mas não é. É comum o traidor culpar o traído, alegando falta de carinho, de sexo, de sei lá o que. Em alguns casos me parece covardia. É fácil para o “pobre” marido traidor argumentar que sua esposa não o quer mais, que se sente abandonado, que o casamento é infeliz, ai coitado!
O que há por trás deste abandono só entre quatro paredes pode ser explicado. Será que problemas pessoais, ausência, falta de atenção e de companheirismo não seriam um desestimulante sexual? Além do mais, existe o traidor patológico, aquele que trai desde o maternal e vai morrer traindo, sempre às custas de desculpas esfarrapadas, de estratégias baratas de sedução, do chamado “xaveco furado”. Acredita quem quer…
Sei que trair é inerente ao sexo. Acontece com homens e mulheres, mas me revolta muito o discurso covarde de canalhas natos e compulsivos que justificam seus atos sempre com a mesma cara lavada, sempre em busca de novas aventuras. São incapazes de manter uma relação de respeito e magoam todos a sua volta.
Homens de verdade não são assim, homens de verdade amam e respeitam sua companheira, não se entusiasmam com a primeira “carne nova” que conhecem; eles compartilham sua vida, suas alegrias e tristezas.
Na alegria e na tristeza. Não casei no religioso, apenas no civil. Mas levo muito a sério está máxima e tento manter este conceito sempre presente em meu casamento. E com meu marido é assim também. Estamos juntos em bons e maus momentos, compartilhamos desde problemas de trabalho até as derrotas de nosso time. Temos um elo forte, muitos interesses e valores comuns. Falamos sobre política, família, nossos cães, sobre futebol, o preço da banana, a marca do sabão em pó….
Acredito que ficaremos juntos até o fim. Quase sempre felizes, outras vezes com alguns problemas, mas espero que no fim de todas as coisas nos consigamos nos manter longe das mentiras e traições.
Esta semana presenciei um momento especial para pessoas que amo. Meu pai, um exemplo de integridade, ganhou um processo que se arrastava há anos, onde foi injustamente processado por erros de outros, por confiar demais na humanidade. Recebi uma ligação emocionada de minha mãe, onde ela chorava e contava a boa notícia, vivenciando a vitória de seu marido com tanto orgulho. Foram dez anos onde os dois sofreram juntos e agora comemoram juntos poder manter tudo que construíram materialmente. Este é meu exemplo de relacionamento, esta é a minha realidade. E vou continuar acreditando, até que a morte nos separe….

E o desabafo

Do Fígado

Este post vem do fígado. E talvez me poupe de algumas sessões de terapia.

Poucas coisas me deixam mais fula da vida do que o discurso podre de canalhas que brincam com o sentimento de outros em nome de sua liberdade – na verdade a inexistência da capacidade de se comprometer. Ou culpam a parceira (o) pela falência do relacionamento baseada na mesma impossibilidade de comprometimento.

Fui vítima desta espécie de bastardo emocionalmente imaturo várias vezes. Até encontrar meu Marido – um homem de verdade. Mas as consequências são difícies de serem superadas porque magoa, machuca.. Você se sente a culpada, acha que falta algo em você, quando, na verdade, o problema é com o moleque que atua como uma criança que enjoou do brinquedo. Mas crianças estão em fase de desenvolvimento, e nelas isto é aceitável.

E brinquedos são só brinquedos. Pessoas são diferentes.  Têm sentimentos, se envolvem, criam expectativas. Algumas nunca conseguem superar serem descartadas simplesmente porque o imbecil não sabe o que quer. E fala lindas palavras. E te faz sentir especial. Para depois usar o patético discurso da mal usada palavra liberdade. E te trocar por um brinquedo novo.

Ora, vão pro inferno com sua vigarice imatura. Porque o homem que diz não ser de uma só mulher é oco como uma maçã podre.  Se não querem se comprometer, que se envolvam apenas com prostitutas. Ou com piranhas que escolhem o parceiro pelo carro, conta bancária ou por sua casa no Guarujá e em Campos do Jordão. São a mesma espécie.  E se merecem.

Um relacionamento de verdade é baseado em paixão, claro. Mas também em amor, troca, respeito. É construído dia-a-dia. Com concessões sim. Mas também com muitos ganhos. Com histórias em comuns, com superação de crises, de obstáculos.

Quem superestima a paixão não sabe amar. Não tem esta capacidade. Porque são coisas diferentes, que se completam.  Porque os fracos não sabem o significado disto. Não congitam se tornarem pessoas melhores. Não querem crescer. Não suportam responsabilidade. E vivem como crianças o resto da vida. 

Nada contra se não envolvessem outros em seu distúrbio emocional. Se só procurassem quem é da sua laia e não causassem traumas.

VOCÊ SE TORNA RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVA. Seja um cão, uma gato, um pássaro, uma planta ou uma pessoa.  

Conheço quem nunca superou um relacionamento destes e passou a acreditar que todos são a mesma espécie nociva de verme sangue-suga. Só pegando para si, nunca se doando.

Relacionamentos podem acabar. Mas muitos começam um já sabendo que não querem mais do que momentos. Mais do que futilidade. E repetem a brincadeira incansavelmente com 20, 30, 40, 50, 60 anos (fazendo papel ridículo de Don Juan do asilo, o famoso tio Sukita). Até que a morte os leve tão vazios como nasceram. Sem deixarem nada que não seja dor e ressentimento.

Por sorte ou destino, eu conheci alguém que mudou meu caminho, um homem, com amor para compartilhar coragem de dividir a vida, sem medo de responsabilidade. Mas deixar o passado sem marcas é impossível. É uma longa jornada. E leva tempo. E obriga quem não merece a lidar com os traumas deixados, com a insegurança, com a falta de amor próprio gerada pelo canalha desgraçado.  Deveria existir uma lei que obrigasse o usurpador de sentimentos a arcar com seus estragos. Uma indenização por uso impróprio do sentimento alheio para custear, ao menos, uma terapia decente.   

E não se enganem. O problema é do imaturo. Pois só quem é inteiro pode se comprometer, pode viver em parceria. E só quem vive em parceria sabe que o eterno existe. E não se desencanta por defeitos que também possui.  E aprende a conviver com as imperfeições porque também é imperfeito e não vive de ilusões infantis. Se você é humano, vai errar. E só sabendo aceitar os erros do outro vai conseguir conviver com os seus.  Se você não se banca, vai achar mesmo impossível viver ao lado de outro(a). Nunca vai conseguir construir algo sólido. Nunca vai ter história. Vai ser sempre uma colcha de retalhos, repleta de pedaços que arrancou de outros.

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3 Comentários so far
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Closer… também detestei esse filme tão “aclamado” pela crítica… Esse negócio de infidelidade é meio contraverso. Muita gente se deixa dominar por uma amargura sem fim, caso sejam vítimas disso alguma vez. Eu não concordo, sabe?! Acho que existe gente de todo tipo no mundo. Gente boa e gente má. E acho também que cada caso não pode ser visto de forma isolada. Eu sou meio imparcial para a grande maioria das coisas. Sempre analiso cuidadosamente. Não se pode generalizar. São coisas “subjetivas” demais para que se aplique uma fórmula matemática.
E uma outra coisa que sempre penso é que na verdade o que nos faz “escolher” o outro (independente de estar num relacionamento amoroso, pode ser de amizade também) são os defeitos e não as virtudes. Virtude é sempre lucro. Os defeitos é que podem atrapalhar. Então, se você aguenta os defeitos do outro, pode conviver com ele sim.
Seus pensamentos são parecidos com os meus.
Boa semana e cheiro grande.
[Deixei um negocinho lá pra você]

Comentário por Dora

Ahhh obrigada pelo selo! Assim que eu conseguir minha internet de volta em casa eu repasso e coloco no blog, muito obrigada mesmo.
Pois é, enfim o telefone cortou, agora sem net em casa…! Paciência né?

E poxa nem sabia que tu era casada! o_O Fiquei bege agora. hahahaha
(prometo voltar depois e comentar direito!)
Beijão

Comentário por Kira

Só hoje pude passear por aqui! Estou adorando!
Quanto á casamentos felizes, encontros definitivos, faço parte dos que acreditam que há sim amor após o casamento. Há 27 anos desfruto a sorte de ter um amor assim Bjs

Comentário por picida ribeiro




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