Breakfast at Tiffanys


Como tudo começou
julho 18, 2008, 9:04 pm
Filed under: Não vivo sem bicho
Este artigo é o primeiro post de minha vida. Meu primeiro suspiro de blogueira, lá pelos idos de 2006, acho. Tenho um carinho imenso por ele, especialmente pelo tema, que é minha força de vida: meus bichos.
Da turminha da foto, Darinha (fox paulistinha) e Xanxan (gatinha) já nos deixaram. E Jujuba chegou.

Para ser melhor

Meus queridos

Você me faz querer ser melhor. A frase de Jack Nicholson no Filme Melhor é Impossível resume o verdadeiro sentido do amor. É, sem dúvida uma das mais belas declarações de amor do cinema.
É difícil refletir sobre no que me motiva a melhorar as mazelas humanas e não lembrar de uma convivência específica. Para se tornar melhor, nada melhor que companhias especiais!
Sem dúvida, no meu caso, meus companheiros de quatro patas são imprescindíveis. Claro que meus pais e marido têm papel importante, mas a convivência, desde pequena, com cães e gatos foi alicerce fundamental para ser quem sou.

Aprendi a amar a natureza, ser altruísta, ter mais paciência, a ter prazer em cuidar de outro ser e tento aprender a lidar com perdas….
É do Matheus a façanha de me fazer acordar de bom humor. Como dorme em meu quarto desde filhote, abrir os olhos pela manhã deixou de ser tarefa árdua para se tornar gratificante. É dele também a admiração pela benevolência. Pastor alemão, mais de quarenta quilos e dezenas de dentes afiados e aptos a conseguir qualquer coisa pela força, ele é incapaz de vencer pela violência. Aceitou dividir seu reino com o Fredinho e não se importa, se vez ou outra, a casa recebe um hóspede canino que recolhi das ruas. Sabe que dividir não é necessariamente perder e que nosso espaço não depende da exclusão de outros.
O Fredinho ensina uma lição simples, mas difícil de praticar. Ele olha para o céu todos os dias como se fosse a primeira vez que o visse, com um olhar difícil de descrever, de pura contemplação, encantamento. Isso me faz pensar no quanto perco tempo com bobagens e não sei aproveitar coisas simples, mas importantes. Ingênuo e puro, ele desperta a vontade de cuidar de outro ser.
Persistência é com a Dara. Vigorosa, ela não desiste, não se abala e consegue quase tudo com insistência e obstinação. Convivendo com uma doença séria há meses, ela dá forças para suportamos a eminência do inevitável. Ainda não a vi abalada, muito diferente de mim – humana fraca, deprimida e que não aprende de jeito nenhum que a perda faz parte desta vida injusta e insensata.
Xanxan é minha primeira felina. Retirada da rua por nós há cerca de 15 anos, ela mostrou que a independência emocional não impede de pedir e apreciar carinho. Deixa claro: não preciso necessariamente ser mimada para ser feliz, mas pode mimar, eu não ligo. E com uma elegância particularmente natural nos felinos.
A Nina é outro encanto. Foi adotada após ser rejeitada por outra família e não se importa de ser humilde o suficiente para ser dominada pela Dara. Lealdade é outra de suas virtudes. Fiel escudeira de minha mãe, a segue pela casa, espera sua volta e não a troca por nada. É sua companheira nas melhores e piores horas.
Posso ainda lembrar de outros companheiros, que não mais aqui estão – como um castigo por sermos tão imperfeitos, não temos o prazer de conviver com eles por toda nossa vida, pois sua existência é drasticamente curta.

Laika foi minha primeira amiga. Adotada por meus pais antes de eu existir, ela despertou a paixão e o respeito que tenho por todos os animais. Adorável virinha, transmitia uma sabedoria infinita. Me ensinou que todos os seres vivos são dignos dos mesmos cuidados que os humanos.
Também extremamente amorosa, a Pepita foi – como todos são – inequecível. Fox paulistinha esperta, mas muito calma, ela foi um dos seres mais especiais – incluindo os humanos – que já conheci. Entre as muitas lembranças, é forte o aprendizado de que não são necessárias palavras para entendermos o que se passa no íntimo de quem amamos. Olhares bastam.
Todos eles contribuíram para ser quem sou, para meu crescimento pessoal, para me tornar aos poucos uma pessoa melhor. Com exemplos ou inspirando atos e sentimentos que não sabia ser capaz de ter. E aprendo um pouco a cada dia, com cada novo amigo. Eles me ajudam a suportar os problemas, me alegram com sua simples presença.
Acho absurdas doutrinas religiosas que afirmam serem eles desprovidos de alma, ou ainda que somos sua evolução, colocando os em posição inferior. Isto é impossível, evoluir é se tornar melhor, e com certeza não somos superiores a eles. Longe disto.
Também não entendo como alguns não apreciem sua companhia, não admirem seu valor. Este é outro defeito meu: não aceitar diferenças. Mas fazer o que? Sou apenas humana, se fosse um deles, saberia respeitar e compreenderia.

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2 Comentários so far
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Querida, que coisa linda esse post! Não é à toa que vc tem esse carinho por ele!

Eu também não sei viver sem bichos! Sou louca por todos eles, você sabe! Agora lindo mesmo é perceber essas lições diárias que esses seres iluminados nos ensinam a cada momento. Essa ingenuidade e bondade me encantam! A Princesa é um acriança, alegre, serelepe, se divertindo sempre com as coisas mais simples da vida! Preciso mesmo prestar mais atenção nesses “toques” que ela me passa! 🙂

Beijos todos, amiga!

Comentário por Mi

Que legal! Parece que sou a primeira a visitar o novo blog! 🙂 Amei o texto! Realmente quando amamos queremos sempre ser o melhor para o outro. Já foz a modificação no link do seu blog lá no meu cantinho,ok? Bjos e boa semana!

Comentário por Clécia




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