Arquivado em: Só vendo a banda passar
Estava comentando com uma amiga como foi casar (não o cerimonial e tal – que no meu caso se resumiu a um breve assinar de papéis, sem bla mais bla. Muito menos tafetá), mas ao fato de juntar seus trapos com os trapos do seu príncipe e fazer suas próprias leis na terra onde são vocês dois que mandam.
Pois no caso meu e do marido, casar se tornou, com o tempo, uma alegre viagem à Disneylandia. Não que não tenha dificuldades e às vezes de vontade de correr pra casa da mãe (quando você tem fome e descobre que se quiser comer tem que ir pra cozinha e fazer ou quando chega a hora de pagar as continhas e aquela somatória desagradável mostra que não poderá comprar tantos livros quanto antes). Mas mesmo com estes detalhes mais perturbadores, nós dois conseguimos tranformar nossa vida em um parque de diversão quase constante.
Primeiro me desapeguei dos costumes maternos e aprendi a deixar a louça na pia sempre que quisesse. E comprei um escorredor de pratos para nunca mais ter que enxugar louça. Depois, aprendemos o doce caminho dos deliverys. Mesmo quando o dinheiro ta mais curto, a gente conseguiu inventar modos de driblar a cozinha – fazendo o marmitex durar dois dias, por exemplo.
O mais legal foi quando me libertei de vez e me deixei comer com o prato na mão na frente da TV. E em pleno quarto.
Não tem coisa mais legal no mundo do que isto. Comer feito louca na hora que quero e dar os ombros pras migalhas que cair no lençol. Ah – vou ter que lavá-lo mesmo. Um dia deixei a Coca-Cola cair do criado mudo. Não sei por que cargas, foi parar o líquido até no teto. E o melhor é que eu pude dar risada e não tive que limpar correndo para minha mãe não ver.
Diferente do terror que os madurões galinhas gostam de proclamar (esta é especialmente para um blogueiro que mete o pau no casamento só porque não conseguiu ser homem para se envolver com alguém), casar pode ser sim a Disneylandia e te trazer um monte de diversão secreta a dois e te libertar de um monte de perda de tempo inútil (não to sendo redundante, é para reforçar o conceito mesmo), como passar lençol, toalha ou roupa de tecido sintético.
Mas nem tudo está tão perdido, senhoras defensoras da ordem doméstica. Hoje comemos na cozinha. É que instalamos Tv a cabo lá….
11 Comentários até o momento
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Ebaaaaaaa!!! A Karina voltou e com um superpost que assino embaixo!
Toda liberdade é ganho porque traz luz ao olhar. E, como diz Caetano, gente foi feita pra brilhar.
No mais é isso.
Beijocas saudosas.
Comment por selma barcellos Junho 17, 2009 @ 8:15 pmAhh, amei! Que vida gostosa! Vivendo do jeito de vocês. Só de vocês. =]
Comment por Mari Junho 17, 2009 @ 10:14 pmMeu namorado e eu estamos planejando o nosso casamento e é uma das coisas que a gente mais anseia: ter uma casa com a nossa cara. rsrs
Beijosss
Pois é, meu casamento não é exatamente uma Disneylandia, mas juro que é um conto de fadas.
Comment por picida ribeiro Junho 17, 2009 @ 11:07 pmFeliz!.Até as brigas eram boas, com reconciliações melhores ainda. Mas vira tragédia pelos motivos opostos aos seus.
Meu marido odeia louça na pia, no escorredor, comer na cama é morte, cisco no lençol divorcio por justa causa. Esse é o principal motivo das brigas. Vou mostrar seu blog pra ele, quem sabe…
Delícia é fincar a bandeira da liberdade em nossas próprias terras! Não parece, mas em casa (na dos meus pais) desde que me conheço por gente fui taxada de relaxada, desorganizada e outros adjetivos nada agradáveis. Levei anos para me libertar e exorcizar velhos hábitos. Passar lençóis, toalhas e panos de prato… Libertar-me das palavras que ouvi a vida inteira demorou mais tempo! Farei 12 anos de casada. Só no ano passado que consegui enxergar quem realmente sou. Percebi os muitos adjetivos como realmente eram: litros de machismo. Olho a minha casa, pode não ter a melhor organização do mundo, mas tudo está sempre limpo e livre de tantas amarras como as da casa dos meus pais. Comemos na sala, de pratos na mão e Vivico já entrou na dança desde os primeiros dias… Delícia é ditarmos as nossas próprias regras e poder quebrá-las ao nosso bel prazer!!!! Delícia de texto meu bem! Beijos Lulu
Comment por Lu Junho 17, 2009 @ 11:15 pmAdorei, também faço e assino embaixo! Bjs!
Comment por Selma Junho 18, 2009 @ 12:48 amÉ bom mesmo. Virar sua própria “patroa”… rs rs rs
Comment por Dora Junho 18, 2009 @ 1:40 amEu gosto, Ka. Estou “nessa vida” há sete anos. Só não sei quando aparecer uma miniaturinha de gente pra mandar e desmandar em mim… acho que regride (será??)
Um cheiro bem grande.
Gostei da comparação do casamento com a Disneylandia! Só que às vezes a gente pode estar de cabeça pra baixo na montanha russa, às vezes no trem fantasma ou às vezes naquela fila enooorme para ir no brinquedo que queremos.rsrsrs
Comment por lucy in the sky Junho 18, 2009 @ 5:43 pmEscrevi um post justamente sobre trabalhos domésticos. Depois passa lá em casa.
Beijos.
Oi meu anjo, sabe eu até esperava ouvir isso um dia. Daqui há uns 10 anos, não agora! Sabe que foi ontem, mas ainda estou em choque. Talvez precise voltar a trabalhar urgentemente! rs Surtei amiga, surtei… Nosso amigo explica!
Comment por Lu Junho 19, 2009 @ 10:16 pmE Fredinho como está?
Beijos mil!!Lu
Ka, queridonaaaaaaaaaaa!
Comment por Tatyan Junho 20, 2009 @ 4:46 pmÉ mto bom ouvir alguém falar (e viver) bem dessa relação maravilhosa q é o casamento, sim pq o q tem de neguinho metendo o pau… Afff… Qro mto viver isso. Parabénsssssss!
^.^
Bjos***
Oiee Ka, adorei o post, beem.. a minha mae ja come no quarto, deixando farelo cair no lençol, entao.. ela nao pode falar nada.. rsrs
beeijos ;*
Comment por Youko Watanabe Junho 21, 2009 @ 1:28 amOi, moça!
Comment por Lile Junho 25, 2009 @ 10:32 pmDisneylândia pra mim foi o dia que saí da casa dos meus pais pra morar sozinha. Não precisei casar pra ter as minhas próprias regras.
Minha mãe ficava louca quando ia no meu apê. E eu me divertia horrores só de ver a cara dela.
Bjo!