Sempre gostei de Olimpíadas. Este ano, vou ignorar.
É meu protesto ingênuo e solitário contra uma ditadura arrogante e fascista, contra o genocídio cultural, contra ensopado de cães e uma infinidade de crueldade com animais. Contra o descaso com o meio ambiente, a escravidão e os produtos meia boca que arruinam economias e duram uma semana. Teria ainda um milhão de ítens para compor a lista. Mas paro por aqui.
E não digam que é só esporte. Esporte é bom, mas é preciso ser um ser político. Não da política vergonhosa partidária ou do Congresso. Mas da política do ser consciente com o mundo, de escolher um lado a defender, de enxergar o mundo sem lentes cor de rosa.
Neutralidade ajuda o opressor. Nunca o oprimido.
Espero que alguns atletas, ao menos, mostrem que exercitam também o cérebro e encontrem maneiras de protestar.
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